segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Material de apoio para as turmas 2103 / 2141/2142 - p/ teste da T 2103 e P.U. T.2103 / 2141 e 2142 - (O&M)

CURSO: ADMINISTRAÇÃO E GERÊNCIA DE SAUDE
PROF.: Manoel

Planejamento de Layout Administrativo
ÄREA INÚTIL
Por Dorival Carreira

É muito comum quando o administrador elabora a planta baixa do layout administrativo surgirem várias áreas que denominamos de áreas inúteis. São aquelas que surgem entre os postos de trabalho, no final de corredores ou em cantos das salas. Elas agravam o custo operacional e os clientes não estão dispostos a pagar por elas. Recomendamos que essas áreas sejam eliminadas, ou que sejam agrupadas, a fim de serem destinadas para alguma finalidade, ou descartadas. Ao invés de gastar recursos financeiros com elas o melhor é investir em tecnologia. A figura 1 mostra áreas inúteis (AI) proliferadas pelo espaço.

Ao projetar uma planta baixa é preciso ficar atento com a localização das portas, pois áreas inúteis poderão ser criadas.

ATMOSFERA E SEUS ELEMENTOS
Por Dorival Carreira
Alguns elementos presentes no layout da empresa passam despercebidos pelo administrador. Conhecê-los podem ajudar na busca de soluções de problemas que afetam a saúde das pessoas submetidas a esses espaços de trabalho.

O que é a atmosfera
Do ponto de vista da ciência que estuda a meteorologia, atmosfera é a camada de ar que envolve a terra. O ar que respiramos no campo é diferente do ar que respiramos no litoral ou na cidade. Essa afirmação pode ser feita também quando analisamos o ar respirado pelos recursos humanos das empresas. Dependendo da localização do imóvel, se no centro da cidade ou num bairro arborizado, dependendo da localização de um posto de trabalho, se no último andar ou no subsolo, como é o caso de motoristas, se está localizado na face norte ou não, a qualidade do ar respirado é diferente. Como o Administrador deve alocar os recursos humanos nos vários ambientes de trabalho e como nem sempre esse ambiente está localizado da posição ideal, é importante que conheça a composição do ar nos diferentes ambientes, pois exercerá influencia direta na produtividade do trabalhador. Quando o ser humano respira, além do oxigênio, ele traz para dentro do organismo uma série de outros produtos impregnados na atmosfera. Além desse carregamento, a respiração é a responsável pelo equilíbrio térmico entre o corpo humano e a atmosfera. Como a composição do ar varia de acordo com cada local, vamos apresentar alguns exemplos da composição do ar nos locais de trabalho.
A partir dessa informação o Administrador terá condições de iniciar estudos que o permita tomar decisões para corrigir as distorções. Na composição da atmosfera dos ambientes de trabalho podemos encontrar:

Oxigênio e azoto recomenda-se cuidado com as combustões e deve-se evitar que o ambiente permaneça fechado.
Gás carbônico(CO2) originário das combustões. Porém, o gás carbônico também é produzido pela respiração humana (lembram das aulas de ciência no curso do primeiro grau? Respiramos oxigênio e liberamos gás carbônico). Não é nocivo à saúde desde que mantida a proporção inferior a 2%, a fim de não comprometer a quantidade de oxigênio necessária ao ambiente.
Óxido de carbono (CO) produzido a partir de combustões incompletas em função de aparelhos de aquecimento e de motores de automóveis mal regulados, são altamente nocivos à saúde, pois apresenta um quociente de toxicidade elevado, e quando liberado mistura-se ao sangue em oxicarboemoglobina não eliminável. Nesse caso a responsabilidade do Administrador é manter contratos de manutenção de aparelhos de ar condicionado com empresas idôneas e mais do que realizar uma manutenção corretiva nos automóveis, implantar o sistema de manutenção preventiva, a fim de garantir que esse tipo de gás não seja liberado no ambiente.
Vapor d'água de muita importância para os seres vivos (plantas, animais...), desde que mantido sob controle, é o responsável pela umidade do ar. A umidade do ar é medida por um instrumento chamado higrômetro. O grau de umidade do ar normal para o trabalho está entre 40 e 60%. Acima disso a atmosfera fica pesada, comprometendo a transpiração. Abaixo, provoca o ressecamento das mucosas nasais que impedem de filtrarem os corpos estranhos inalados pela respiração.
Bactérias microorganismos presentes no ar que podem ser contagiosos ou não, porém devem ser eliminadas com a utilização de bactericida.
Poeira ou fumaça tanto a poeira quanto a fumaça pode ou não ser tóxica, porém sendo ou não, devem ser eliminadas através de processo simples de ventilação natural ou mecânica do ambiente.

CENÁRIOS DE POSTOS DE TRABALHO
Por Dorival Carreira

As diretrizes, as estratégias, os planos, os objetivos, os recursos humanos mudam. Então as superfícies de trabalho também devem acompanhar essas mudanças. O Administrador eficiente deve ter à sua disposição várias opções para criar ambientes de trabalho de acordo com cada atividade a ser desenvolvida nesse local. Deve possuir amplas opções de equipamentos e instalações que lhe permita organizar esse espaço para torná-lo harmonioso, racional e eficaz. Como decidir quando um diretor ou gerente, um chefe ou funcionário de linha deve ficar num espaço reservado? A resposta é simples. O que determina a forma de ocupação do espaço são as atribuições dos funcionários e não a sua posição hierárquica. Nada impede que um gerente de recursos humanos esteja confortavelmente instalado em sua mesa sem qualquer divisória e a sua assistente social esteja trabalhando em uma sala fechada. As atribuições de um gerente de recursos humanos não requerem um tratamento acústico ou visual, Porém as atribuições de uma assistente social sim. Para a separação dos ambientes são utilizadas as áreas de circulação principal, as áreas de circulação secundária, plantas, cores de equipamentos e mobiliário, equipamentos e mesas de funcionários, armários, estantes, divisórias tipo biombos, divisórias piso-teto ou paredes de alvenaria. Porém, antes de pensarmos na separação dos ambientes, devemos ter como ponto de partida, na elaboração do estudo do arranjo físico, os ambientes de trabalho sem divisórias. Em seguida, analisamos os órgãos ou atividades que requerem isolamento acústico, térmico ou visual. Devemos ter sempre em mente que há atividades de são fontes naturais de ruídos, que provocam diferenças de temperatura ou constrangimento visual e, portanto, devem receber um tratamento adequado em termos de isolamento. Outras atividades, porém, devem ser isoladas, por não permitirem a interferência desses elementos, a fim de não causar queda na sua produtividade. Uma área financeira, por exemplo, deve ficar afastada de uma área de atendimento ao publico.

Postos de trabalho organizados
Mesas, cadeiras, containers, prateleiras, fichários, gavetas, armários, arquivos, telefone, microcomputador, fax, relatórios, circulares, cartas, notas fiscais, são alguns elementos que compõem o cenário organizacional ao lado dos principais personagens, os recursos humanos. A organização desses elementos está diretamente relacionada com os resultados esperados. Um simples detalhe cuidadoso de instalar o aparelho telefônico do lado esquerdo da mesa do funcionário destro faz a diferença. Uma das funções do Administrador é organizar o cenário organizacional. Figura 1. Já dizia Fayol "Um lugar para cada coisa, cada coisa em seu lugar". É um principio da administração que deve ser respeitado. Estamos falando de administração do tempo, de segurança no trabalho, de competitividade. A organização do posto de trabalho começa pela análise do Manual de Organização Eletrônico - MOE e de Manual de Procedimentos Eletrônico - MPE. Estes informarão quais os elementos necessários no cenário como, por exemplo, se a atividade exigirá o uso de um terminal de computador, ou um containers para guarda de material ou mesmo uma mesa com gaveteiro embutido e se o funcionário executará suas atividades em pé ou sentado. A recepção, por exemplo, é o cartão de visita de uma empresa, quer seja numa indústria, num banco ou num hospital. Ela deve eliminar o constrangimento e ter um clima agradável. Há diversos tipos de Recepção em uma empresa. Temos a Recepção de visitantes, figura 2, a de clientes, a de fornecedores (matéria prima, mobiliário, equipamentos, materiais em geral) e a recepção de funcionários. A Recepção de clientes, fornecedores e visitantes deve ser confortável. O Administrador deve selecionar o mobiliário (mesas de recepção, sofás, mesas de centro, mesas de canto), a iluminação (lâmpadas incandescentes, iluminação indireta), as cores (lembrando as cores da empresa), a climatização, o som, de forma a garantir um ambiente agradável, bonito e, ao mesmo tempo, seja um local onde a empresa possa apresentar os seus produtos (bens ou serviços). A Recepção dos fornecedores deve estar localizada em acordo com o fluxo dos materiais e proporcionar um atendimento rápido. O desenho do balcão é um dos fatores responsáveis por esse clima. Ele não pode ser muito alto ou muito baixo e nem deixar o fornecedor na fila ou em pé. Para uma boa recepção ela deverá contar com todos os elementos necessários para coleta e transmissão de informação no tempo previamente definido, tais como balança, computador, coletor de dados por leitura óptica. Muitas vezes a recepção de matéria prima é demorada, geralmente quando as mercadorias precisam ser inspecionadas na entrada ou quando a quantidade é muito grande. Há casos de Recepção que possuem salas de conforto, com cama, banheiro, café, televisão, para os caminhoneiros poderem descansar, enquanto esperam sua vez de descarregar a mercadoria. A Recepção de funcionários deve estar localizada em local separado da Recepção de visitantes e clientes, pois é um local onde são colocados os quadros de avisos e os coletores de freqüência. A recepção deve estar posicionada estrategicamente de forma a funcionar como um bloqueio, por onde todas as pessoas tenham que passar e possam ser recepcionadas. Citamos como exemplo os caixas dos supermercados que bloqueiam a saída do cliente antes deste pagar a conta. A "conta a ser paga" na recepção é a identificação do cliente, o seu encaminhamento ao destino e, ao final, a sua despedida. Outros elementos comporão o ambiente, tais como iluminação, climatização, ruído, música ambiente, cores, e serão estudados a seguir. O importante é o Administrador ter consciência de que o cenário organizacional é mutável em função das atividades. Uma recepção de clientes de uma confecção de vestuário terá o seu cenário alterado a cada lançamento de novos produtos. A sala do diretor financeiro acaba de receber um terminal de computador. A seção de compras mudou para o terceiro andar e ganhou mais três compradores. A seção de digitação do CPD foi extinta em virtude da sua descentralização. O design dos postos de trabalho deve proporcionar condições para uma organização racional do trabalho.

Plantas e aquários: sensibilidade e repouso
Podemos tornar um ambiente de trabalho agradável, leve, descontraído e cheio de vida se atentarmos para um pequeno grande detalhe: o verde. Dentre outras vantagens, o verde proporciona uma decoração que muito pouca gente se antipatiza, causa sensações agradáveis aos amantes da natureza, além de provocar uma sensação psicológica de frescor , suavizando o dia-a-dia do ambiente de trabalho. Com um pouco de estudo sobre o assunto e uma pequena dose de habilidade manual pode-se arriscar um projeto paisagístico para um escritório. Deve-se, antes de tudo, escolher o local onde o vaso será colocado ou onde irá ser construída uma floreira. Nestes locais devera incidir luz natural e serem arejados. Porém é possível escolher locais que não disponham de luminosidade para ser colocado um belo arranjo de folhagem, pois existem plantas que resistem bem a falta de luminosidade, como é o caso da “espada de São Jorge” que pode ficar até por um ano distante da luz natural. A espada de São Jorge pertence a espécie das “sansveria” e a sua família possui plantas que podem chegar a medir 1,5 metros de altura. Existem plantas que exigem um mínimo de luz natural, como é o caso das jibóias, schefleras, arvore da felicidade e heras e que produzem um efeito decorativo muito bonito. Devemos, ao escolher as plantas, pensar na quebra da monotonia provocada pela manutenção dos vasos num mesmo local por muito tempo. Os vasos permitem e exigem um rodízio entre eles, de forma a proporcionar uma maior incidência de luz entre eles. Esse rodízio pode ser realizado a cada quinze dias. Para quem deseja decorar seu ambiente com plantas mas não quer ter o trabalho de manter, a cada três meses, os vasos adubados, com as folhas velhas removidas, aguá-las semanalmente e realizar os rodízios, pode optar pela contratação de empresas que fornecem plantas e fazem a sua manutenção. Essas empresas, dependendo do contrato, podem até mesmo substituir as plantas a cada período para manter o ambiente sempre agradável. Além da descontração e do frescor provocado pelas plantas, podemos utilizar um outro recurso para tornar o ambiente tranqüilo: a instalação de um aquário. Geralmente são utilizados em salas de espera, justamente para manter os clientes entretidos com uma paisagem que lhe transmite uma sensação agradável. Hoje os aquários estão muito difundidos e a despesa é muito pequena para o efeito que ele irá provocar no ambiente. A sua manutenção e muito simples pois os equipamentos para manter a temperatura ambiente e a oxigenação da água são automáticos, bastando apenas alimentá-los diariamente. Já os viveiros com animais decorativos não são recomendados pois, além do odor desagradável que provocam, não agradam a todas as pessoas e, certamente, aqueles adeptos da preservação da natureza.
Música ambiental
A música ambiental é um artifício que não passa despercebido para os clientes e, principalmente, para os funcionários. Com o surgimento das rádios FM algumas empresas, inicialmente, permitiram que, em de terminados locais, alguns funcionários pudessem ouvir estas rádios no horário de trabalho. A quantidade de funcionário foi aumentando e os locais foram se ampliando de forma a criar um problema ao invés de dar uma solução, pois cada funcionário queria ouvir a sua estação de rádio preferida e no volume desejado. Estas empresas não tiveram outro caminho senão o de mandar instalar um equipamento de som central e instalar caixas de som, com reguladores de volume, por todos os ambientes. Os efeitos provocados pelo som ambiente variam de acordo com o tipo de música. A música instrumental, a clássica, ritmo lento, com volume adequado, combinada com a escolha adequada das cores das paredes, do mobiliário e da iluminação, provoca uma sensação de tranqüilidade e até mesmo de relaxamento. São muito utilizadas em salas de recepção, em consultórios médicos e dentários e em quartos de hospitais. Já as músicas rápidas provocam o efeito contrario, provocando intranqüilidade e podem ser utilizadas em ambientes que se quer uma movimentação maior das pessoas, tais como a área de vendas, de compras, de produção, nas lojas, principalmente as de moda jovem. Também é recomendável a escolha correta das cores do ambiente e do mobiliário e da iluminação. Há aqueles que instalam o som ambiente até nos aparelhos de telefone, a fim de distrair os clientes enquanto esperam ser atendidos. Nestes casos, alguns cuidados devem ser tomados. Uma empresa fez a opção de conectar a sua central de telefonia numa rádio de FM, ao invés de utilizar a central de som ambiente da companhia telefônica. Certo dia um cliente tradicional fez uma reclamação ao ouvir um convite para um motel de uma garota sensual ao telefone. Era a propaganda do rádio. Outros optam pela instalação de um aparelho que produzem acordes sonoros que repetem a cada minuto a mesma música. Neste caso o efeito é o contrario. Acabam irritando os clientes de forma a manifestarem o desejo de não mais telefonarem para a empresa. Portanto, para cada tipo de ambiente deve-se escolher o som adequado, associado a cores, mobiliário, iluminação e arranjos de plantas e obras de arte.
Artes plásticas. Um movimento que invade os escritórios
Antigamente, o contato com as artes plásticas somente era permitido a um segmento muito restrito da sociedade. E que estas obras estavam em locais próprios para exposição e de difícil acesso para as demais camadas da sociedade.
Hoje, as artes plásticas estão presentes em todos os momentos de nossas vidas. Nas ultimas décadas as artes plásticas abriram as portas das galerias e invadiram as praças publicas, as feiras de arte, enfim, os espaços urbanos da cidade. A novidade descoberta pelos empresários e que eles podem utilizar, num primeiro momento, as artes plásticas no marketing institucional para expressar sentimentos de tradição nos negócios ou de criatividade, de solidez ou, até mesmo, de arrojo nos negócios. São varias as oportunidades nas quais uma empresa pode utilizar os trabalhos dos artistas plásticos como, por exemplo, na escultura do logotipo da sua empresa, na criação de obras personalizadas para serem oferecidas como presentes aos clientes preferenciais, na escultura de obras, nas gravuras com edição exclusiva sobre um tema determinado, apoio de exposições e mostras de arte e até mesmo no patrocínio de eventos artísticos. Além do marketing institucional, as artes plásticas podem auxiliar na humanização dos ambientes de trabalho, com mensagens sobre ecologia, amor, fraternidade, enfim, com infinitos temas que poderão ser abordados de acordo com a mensagem que a empresa deseja transmitir internamente a seus funcionários. Estes trabalhos vêm sendo projetados por vários artistas que, através de escritórios de assessoria artística ou das galerias de arte, colocam os seus produtos a disposição deste novo mercado. Num segundo momento encontramos os espaços que podem ser destinados para a comunicação dos valores que representam a filosofia da organização aos funcionários, fornecedores ou clientes. Um artista plástico irá, antes de conceber a obra, visitar a empresa, tomar conhecimento da filosofia de trabalho, conhecer os seus produtos, conversar com os funcionários e localizar o ambiente adequado sob o ponto de vista estético, de luminosidade e equilíbrio para colocar a sua obra.
CLIMATIZAÇÃO
Por Dorival Carreira

Para muitas pessoas as causas de algumas doenças podem estar associadas a má alimentação, vida sedentária, falta de exercícios, mas muitas vezes a sua origem pode estar em um lugar onde elas passam a maior parte do tempo, no trabalho. A tabela 7 apresenta algumas conseqüências ao ser humano quando submetidos a condições climáticas adversas.
Um projeto de climatização correto do ambiente de trabalho poderá evitar os sintomas apresentados na tabela 7. O administrador é o responsável pela coordenação desse tipo de projeto, portanto, cabe a ele monitorar o ambiente de trabalho. Uma coleta de dados realizada na enfermaria da empresam, ou uma leitura nos relatórios da empresa de medicina de grupo contratada pela empresa para cuidar da saúde de seus funcionários poderá apresentar os sintomas das causas das doenças de seus funcionários.
Funcionários doentes reduzem sua produtividade, agravam os índices de absenteísmo, elevam os custos operacionais e dificultam a competitividade da empresa.
Não é raro encontrarmos empresas que climatizam o ambiente da empresa pelo seu organograma, ou seja, quem ocupa cargo presidente e de diretor tem direito a um aparelho de ar condicionado em sua sala. Os demais funcionários devem se contentar com um ventilador.


TEMPERATURA CONSEQÜÊNCIAS
Alta Câimbra
Desidratação
Distúrbios psiconeuróticos
Erupção da pele
Insolação
Problemas cardiocirculatórios
Baixa Feridas
Rachaduras e necrose na pele
Enregelamento: ficar congelado
Agravamento de doenças reumáticas
Predisposição para acidentes
Predisposição para doenças das vias respiratórias
Tabela 7. Conseqüências ao ser humano quando submetidos a condições climáticas adversas.

A temperatura ideal para os ambientes de trabalho deve acompanhar aproximadamente a temperatura ambiental, a fim de não provocar choques térmicos nos indivíduos quando saírem de um ambiente para outro. Para regiões frias ou épocas de inverno, onde a temperatura ambiente está abaixo de 18ºC, Hassem recomenda marcar a temperatura a 18ºC e para regiões de clima quente ou épocas de verão, onde a temperatura ambiente está acima de 24ºC a temperatura recomendada pode variar entre 20ºC a 24ºC. Algumas recomendações de temperatura ambiente constam da tabela 91.
TEMPERATURAS RECOMENDADAS
1. Edifícios de Habitação
Salas, cozinhas e banheiros +20°
Vestíbulos, corredores, WC +15°
Caixas de escada +10°
2. Edifícios comerciais e escritórios
Gabinetes, escritórios, restaurantes +20°
Corredores, caixas de escada +20°
Lavados e WC +15°
3. Edifícios escolares
Aulas, salas de reuniões +20°
Banheiros, corredores, escadas +20°
Arquivos•• +15°
Tabela 9. Temperaturas recomendadas em graus Celsius (°C)

COMUNICAÇÕES ADMINISTRATIVAS
Por Dorival Carreira

A comunicação administrativa é composta por comunicação visual e verbal e faz parte do planejamento de layout da empresa. Sem ela não seria possível localizar os órgãos, a segurança das pessoas estaria ameaçada e ocorreriam falhas nas comunicações que trariam sérios prejuízos à empresa.
A comunicação administrativa é definida pelo administrador ao desenhar os processos, pois cada um exige um sistema de comunicação especialmente desenhado para compor os procedimentos a serem seguidos pelas entidades que neles atuam.

Comunicação verbal
O sistema de alto-falantes espalhados por todo o espaço do hospital é utilizado para chamar médicos, enfermeiras e nutricionistas para atenderem uma situação de emergência. A Total Alimentos utiliza alto falante para chamar os caminhões estacionados no pátio para carregar mercadorias. Os aeroportos também utilizam o sistema de alto-falantes para chamar a atenção dos passageiros para embarque, além do placar de partidas e chegadas e sinais sonoros do detector de metais para avisar a polícia quando o passageiro está portando um objeto metálico. O telefone é o sistema de comunicação verbal mais utilizado na empresa. Por isto é possível observar muitas falhas na sua utilização. Para eliminá-las os administradores devem elaborar um manual de procedimentos eletrônico – MPE sobre telefonia. Se um cliente é deixado na espera para ser atendido pelo vendedor, ele certamente perderá a paciência e será atraído pela concorrência. Embora criticado o sistema de atendimento automático por gravação de voz que oferece as opções de atendimento ao cliente vem resolver esse tipo de problema.

Comunicação visual
Se observarmos atentamente o layout de uma empresa podemos perceber que a comunicação visual está presente em vários de seus elementos. Um quadro de avisos é um elemento de comunicação visual, assim como o aviso indicando equipamento de combate a incêndio; o aviso sobre o uso correto do elevador; o mapa de riscos; o mapa tipificador de sinistros; placa indicativa de estacionamento; um aviso fixado na porta indicando puxe, ou empurre; placa indicativa para pegar a senha para ser atendido; aviso de fila única, tipos de serviços oferecidos pelos caixas do banco, número dos caixas, display de chamada de clientes que aguardam para serem atendidos; marca no solo (faixas coloridas) indicando a direção a ser tomada para se chegar a um determinado local; placa de sinalização indicando saída de emergência; mapas de riscos; placa de indicação de sala e painel dos elevadores indicativos dos andares são alguns exemplos.
O exemplo mais comum de comunicação visual é o relógio. O tempo marcado pelo relógio é de propriedade da empresa, por isso ser distribuído em pontos estratégicos da empresa. As Prefeituras instalam os relógios em pontos estratégicos da cidade para informar as horas para os munícipes. Nas torres das igrejas os padres instalam os relógios para informar aos seus párocos os horários dos ofícios religiosos. Nas portas de entradas dos funcionários são instalados relógios para indicarem os horários de entradas e saídas a seus funcionários.
O Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Albert Einstein utiliza um sistema de recepção que funciona da seguinte forma: ao entrar na recepção o cliente é orientado por um aviso para retirar uma senha que define a ordem de atendimento por categoria de cliente: idoso, portador de deficiência, gestante, pais com crianças de colo, os demais não classificados em nenhuma dessas categorias. A seguir ele aguarda a chamada visual que aparece num display fixado em vários pontos estratégicos. Quando a recepcionista termina de atender um cliente, ela aciona um botão que faz surgir no display o próximo cliente a ser atendido. O número do display é acompanhado de um sinal sonoro. No Serviço de Apoio Diagnóstico Terapia do Hospital Sírio Libanês também utiliza o sistema de chamada eletrônico dos seus pacientes. A figura 50 mostra o painel fixado na parede com número em vermelho. A agência do INPS da Rua Santa Cruz na capital de São Paulo utiliza o mesmo sistema do Laboratório do Einstein, com uma diferença. O cliente, ao entrar, é recepcionado por uma funcionária que pergunta o tipo de serviço que ele pretende receber. Esta triagem inicial permite que serviços de baixa complexidade sejam atendidos rapidamente.
A comunicação visual é percebida nas imediações dos hospitais, indicando a sua localização, e internamente, indicando os seus vários setores. No Ambulatório Central do Hospital das Clínicas de São Paulo, os pacientes são orientados por faixas coloridas no chão para localizarem as clínicas onde serão atendidos.
Na Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas, os quadros de avisos são classificados por departamentos e distribuídos pelos andares e as salas de aulas são identificadas por números fixados ao lado das portas.
Podemos encontrar uma comunicação visual até em pátios de estacionamento. As faixas amarelas indicam onde podemos estacionar nosso carro. Há locais reservados para carros dirigidos pessoas portadoras de deficiência onde podemos observar pintado no chão ou em placas o símbolo internacional de acesso.
Para verificarmos a importância das comunicações no layout de uma empresa basta fazer um pequeno teste: embaralhar as placas de comunicação. Outro teste para verificar a eficiência das comunicações administrativas é percorrer a empresa buscando atingir determinadas áreas seguindo os sinais.
Sendo a comunicação visual um elemento do planejamento de layout não pode ficar fora do projeto sendo, portanto, um conceito a ser aplicado por profissionais de comunicação contratados pelo administrador para compor a equipe de trabalho do PMO – Planejamento de layout. Assim pode ser evitado que funcionário, a seu critério, cole com fitas adesivas aqueles pedaços de papéis com avisos ou orientações nos vidros, portas, paredes, criando uma impressão de desorganização, sujeira e ignorância, pois muitas vezes encontramos avisos com erros ortográficos.

CONHEÇA UM POUCO O SISTEMA DO CORPO HUMANO
Por Dorival Carreira

Olhos azuis, verdes ou castanhos. Não importa a cor, o importante é o Administrador saber como funciona esse sistema. Veremos a seguir os resultados de alguns estudos de professores de universidades americanas, interessados em desvendar os efeitos dos raios solares no corpo humano. Conhecendo esses estudos, o Administrador terá mais elementos para diagnosticar um ambiente organizacional saudável para seus funcionários.
“Nos últimos 100 anos a gente se separou da luz com a qual evoluímos”, comenta Norman T. Gilroy, do Center for Responsive Design, uma instituição de fins não lucrativos de São Francisco, informando que a iluminação artificial típica tem menos de 10% da luz natural que se recebe à sombra de uma árvore. O Dr. Richard J. Wurtmann, professor de endocrinologia e metabolismo no Massachusetts Institute of Technology, estabeleceu um ciclo diário de secreção de melatonina e estuda há quase duas décadas os efeitos biológicos da luz. Ele acredita que “todos nós estamos involuntariamente sujeitos a uma longa experiência quanto aos efeitos da iluminação artificial sobre a saúde” e que, até sabermos mais, “deveríamos planejar uma iluminação que se aproximasse o mais possível da que o sol fornece”. Enquanto isso não acontece, Wurtmann aconselha as pessoas a ficar ao ar livre o mais que puderem e a abrir janelas e cortinas para que a luz solar não filtrada penetre nos ambientes. Já a recomendação de Gilroy é o uso de lâmpadas de amplo espectro e de janelas especiais que permitam a passagem dos raios ultravioletas.
As Lâmpadas incandescentes das casas dão basicamente uma luz da seção vermelha do espectro, enquanto as fluorescentes enfatizam a seção amarela e verde. Mas nenhum dos dois tipos é uma fonte considerável da radiação ultravioleta ou infravermelha da luz natural, que tem uma distribuição mais homogênea das cores do espectro. Wurtmann e outros cientistas que têm investigado a reação à luz acreditam que as pessoas que passam a maior parte do tempo em ambientes artificialmente iluminados sejam suscetíveis de efeitos desagradáveis. Gilroy adianta, por seu turno, que vários sindicatos americanos estão reivindicando uma iluminação mais saudável nos escritórios.
Problemas ósseos devidos à inadequada formação de vitamina D na pele também ocorrem em pessoas expostas apenas à luz comum de interiores. As diferentes partes do espectro têm diferentes efeitos. Enquanto os invisíveis raios ultravioletas são necessários à síntese de vitamina D e ao bronzeamento da pele, a parte visível do espectro influencia os ritmos corpóreos e os níveis hormonais. É através da visão que a luz exerce seus efeitos bioquímicos internos. Pela retina, ela passa para o nervo óptico, uma parte do qual vai para o centro cerebral da visão, outra para uma seção do hipotálamo, um núcleo de cruzamentos vitais que é o relógio interno do corpo. Desse núcleo, a mensagem de luz gerada pelo nervo desloca-se através do cérebro para a medula espinhal e o gânglio cervical superior, que por sua vez a transmite para a glândula pineal.
Fonte: A luz do sol regula ciclos e sentimentos do ser humano, por Jane E. Brody, The New York Times.
A CULTURA ORGANIZACIONAL
Por Dorival Carreira

A importância desse tema é tão grande que existem áreas de concentração nos cursos de mestrado e doutorado em administração. Portanto não vamos, aqui, esgotá-lo nem, ao menos, abordá-lo teoricamente, mas apenas apresentar algumas observações no mundo cotidiano das empresas que demonstram a sua existência. Um dos setores da economia onde encontramos uma cultura mais arraigada é na administração pública.

Eu vivi uma experiência muito interessante em 1983, na Secretaria da Promoção Social do Governo do Estado de São Paulo, quando ocupava o cargo de Diretor de Departamento de Administração. Coordenador de um projeto de layout que visava mudar a sede da Secretaria da Rua do Ouvidor, no centro antigo de São Paulo, para a Rua Bela Cintra, orientei o grupo de técnicos que desenvolviam o projeto para que criar um layout panorâmico. Essa orientação era uma conseqüência de um trabalho de sensibilização realizado anteriormente pelo Grupo de Treinamento e Desenvolvimento de Pessoal com objetivo de motivar as pessoas no trabalho para a participação. Com o layout panorâmico, concluímos que as pessoas teriam mais oportunidade de se encontrarem, de se cumprimentarem, de trocarem idéias, de quebrarem as barreiras provocadas pela distância física. Assim foi projetado e assim foi implantado o layout. Grandes salões foram abertos e somente os postos de trabalho que exigiam o confinamento em salas foram fechados com divisórias, tais como a tesouraria, a sala do Secretário, algumas com divisórias piso-teto, outras utilizando biombos de 1,80m de altura. Passados dois anos após a minha saída da Secretaria eu voltei para me reunir com o Secretário qual foi a minha surpresa? O layout panorâmico tinha sido substituído por conjunto de salas separadas por longos corredores. Cada órgão do organograma ganhou o seu respectivo retângulo. Os funcionários públicos têm essa característica, não estão preparados para assumirem esse cenário. Uma das razões é a própria organização do trabalho pois atuam sobre rotinas burocratizadas, que pouco necessitam de contatos pessoas e mais de pareceres e despachos em processos.

Uma outra experiência semelhante foi numa universidade. O reitor solicitou-nos um diagnóstico sobre o layout dos departamentos onde estavam instaladas as salas dos professores. Conversamos com todos eles para conhecer o seu modus operandi, os espaços disponíveis e observamos alguns fatos interessantes. O total de professores era de 180. As salas eram individuais com cerca de 6m2, portanto ocupavam 1.080m2, possuíam uma mesa e um armário para guarda de livros e papéis em geral. A grande maioria, cerca de 80%, ocupavam suas salas 30 minutos antes e 30 minutos depois de darem suas aulas. A grade horária previa duas aulas por semana para a maioria dos professores , o que significava dizer que a taxa de ocupação dos 1.080m2 era de 2 horas por semana. Propusemos um layout vertical onde cada professor teria o seu armário para guarda de livros e papéis e salas de estudos coletivas, de forma que permitisse um espaço individual, isolado, para cada professor ocupar, em função da grade horária. Esse desenho permitia a redução de 432m2 , o que significa 40% da área ocupada. Depois de várias horas de debates com os professores e a direção da escola a conclusão foi que os professores não estavam sensibilizados para ceder seu espaço físico e impuseram todo tipo de resistência a mudança. Como vimos, pegamos um exemplo de ambiente organizacional de nível médio e outro de alto nível intelectual. Ambos se comportaram da mesma forma quando se tratava da ocupação do espaço físico, mesmo que as intenções tivessem sido as melhores.
Ambiente organizacional
É possível viver sem nos relacionarmos com as organizações? Atualmente, não. Nos relacionamos com elas desde o momento que nascemos até o momento em que morremos. Elas ocupam todos os espaços proporcionando conforto, bem estar, alimentação, vestuário, segurança, informação, transporte, enfim, tudo o que um ser humano precisa ou não para viver. O modo de sobrevivência dos centros urbanos leva as pessoas a procurarem nas organizações uma recompensa pelo seu trabalho. Este ambiente organizacional constitui uma série de sociedades internas e que carregam consigo valores culturais próprios. Ao administrador compete tornar essas pessoas motivadas para o trabalho de forma a demonstrar eficiência e eficácia. Como para o administrador os salários são considerados estímulos negativos, restam outros instrumentos para serem utilizados como estímulos positivos, tais como a imagem da organização interna e externa, a produção de mercadorias com boa aceitação no mercado, um plano de carreira como fator de evolução funcional, planos de benefícios, etc. Estes fatores contribuem para a formação da filosofia organizacional e a ambientação. Racionalidade associada a conforto, arquitetura espacial, segurança e cultura organizacional definirão o comportamento dos funcionários frente ao trabalho, ao seu desempenho profissional e ao desenvolvimento da sua carreira. Esses fatores associados pesarão na decisão de um funcionário em escolher o seu ramo de atividade, a sua perspectiva profissional e a sua qualidade de vida.

O DESLUMBRAMENTO E COMO EVITÁ-LO
Por Dorival Carreira

O deslumbramento é a perda da visão momentânea em função da variação da luminosidade de um ambiente para outro, ou de um foco de visão para outro. Nas salas de espetáculo, tanto no início quanto no final, as luzes são apagadas ou acesas gradualmente para evitar o efeito do deslumbramento. Nos escritórios o deslumbramento pode ser observado nos postos de trabalho que requerem iluminação focada cujo projeto foi mal feito. O deslumbramento direto ocorre quando o fluxo luminoso atinge diretamente a visão. Geralmente ocorre quando as lâmpadas incandescentes são utilizadas sem os blafunés ou difusores. O deslumbramento indireto ou reflexo ocorre quando o fluxo luminoso incide sobre superfícies refletoras e atingem a visão. Superfícies como espelhos, vidros, fórmicas polidas, laminados, etc. quando utilizados na confecção de mobiliário de escritório geralmente produzem esse efeito. As indústrias de móveis para escritório estão substituindo as fórmicas lisas por opacas texturizadas para evitar os raios reflexos.
O administrador poderá evitar alguns erros nos projetos de iluminação quanto ao deslumbramento, tomando as seguintes providências:
a) Evitar a iluminação focada no posto de trabalho sem o respectivo equilíbrio em relação ao ambiente;
b) Distribuir a iluminação geral por todo o ambiente e no posto de trabalho, dirigir a iluminação focada pelo lado esquerdo para os destros e pelo lado direito para os canhotos;
c) Reduzir ou eliminar a fonte do brilho;
d) Distribuir os focos de luz por todo o ambiente;
e) Eliminar as superfícies polidas que causam o deslumbramento.


DIAGRAMA GERAL DE UM PLANEJAMENTO DE LAYOUT
Por Dorival Carreira

Um planejamento de layout deve ser realizado de forma sistemática, a fim de garantir o cumprimento da legislação, das normas internas, da harmonia dos diversos cenários com as rotinas de trabalho. A manutenção de um layout atualizado colabora com a eficiência e eficácia das rotinas de trabalho e com a redução dos custos operacionais da empresa. A figura 1 apresenta um modelo de diagrama geral de um planejamento de layout.


DISPOSIÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO
Por Dorival Carreira

A disposição dos postos de trabalho deve ser funcional e sua interligação deve facilitar o trabalho em equipe. Recomenda-se dispor os móveis no mesmo sentido (em linha vertical ou horizontal) voltados para a porta de entrada, ou em forma de cruz (no sentido horário ou anti-horário), figura 1, pois produz um efeito estético favorável, facilita a circulação, as comunicações e a distribuição de documentos, além de favorecer os serviços de limpeza.

DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL
Por Dorival Carreira

Distribuição espacial - módulo de trabalho para N = 1
Espaço reservado para um posto de trabalho contendo uma mesa, conforme mostra a figura 1. O único lado da mesa utilizado é a Superfície Gravitacional - Sg correspondente ao lado do funcionário, cuja largura varia de 0,80m a 1,00m Ao lado temos uma Superfície circulação - Sc, que pode variar de 0,80m (não menos) a 1,00m . Essa superfície poderia estar localizada do outro lado da mesa ou atrás da cadeira do funcionário.

Distribuição espacial - módulo de trabalho para N = 2
A figura 2 mostra uma mesa utilizando dois lados. A poltrona à frente da mesa indica o espaço para atendimento de pessoas (clientes ou funcionários). Ao lado direito dessa poltrona temos uma Superfície circulação - Sc. A poltrona para atendimento a pessoas poderia estar localizada à esquerda do funcionário, e, neste caso, a Superfície circulação - Sc deveria vir na seqüência.


Distribuição espacial - módulo de trabalho para N = 2
Na figura 3 foi instalado um arquivo de aço sob a mesa, onde pode ser observada a gaveta aberta. Neste caso a Superfície Estática - Se do arquivo é nula, pois está sob a Superfície Estática - Se da mesa e a gaveta está sobre a Superfície Gravitacional – Sg da mesa, também. Para o funcionário utilizar o arquivo na posição sentado, basta girar a cadeira e abrir a gaveta. Para esta solução deve ser utilizado um arquivo de altura máxima de 0,60m.


Distribuição espacial - módulo de trabalho para N = 3

Na figura 4 restringe-se a três lados da mesa e o arquivo ganha sua Superfície Estática - Se e a Superfície Gravitacional – Sg para que o funcionário possa utilizá-lo.

Distribuição espacial - módulo de trabalho para N = 4
Foi acrescida à figura 5 a Superfície Gravitacional - Sg em frente à mesa, para atendimento de duas pessoas sentadas. Notar a importância da Superfície circulação - Sc atrás dessas cadeiras. Esta permite que a pessoa que estiver sentada na cadeira à esquerda saia sem que a pessoa da cadeira ao lado tenha que levantar para lhe dar passagem. Se uma das cadeiras for removida também pode ser removida a Superfície circulação - Sc atrás delas.

A figura 6 mostra um exemplo de distribuição espacial simulando as Se, Sg e Sc para N variando de 1 a 4.

A coleta de dados poderá ser detalhada com a ajuda da especificação técnica - ET do layout.
Os dados coletados deverão ser inseridos na coluna (2) coleta de dados do relatório técnico de disfunção - RTD conforme demonstrado no texto projeto de mudança organizacional - PMO.

DIVISÓRIAS
Por Dorival Carreira

Isolar os indivíduos de forma a não lhes proporcionar uma ambientação com os demais colegas de trabalho é uma solução satisfatória para as relações humanas nas organizações? O isolamento físico soluciona os possíveis conflitos entre dois funcionários provocados por motivos de trabalho? Estes conflitos não tenderão a aumentar através de agressões transferidas para a produtividade na forma de queda da motivação? As barreiras físicas não se assemelham às demarcações de territórios, onde a sua transposição só é possível mediante autorização do “proprietário”?

Para posto de trabalho, que exige alto grau de concentração, poderá ser adotada a posição frontal, separado dos demais postos por biombo de 1.620 mm (para bloqueio visual) ou de 1.820mm (para aproveitamento vertical com a instalação de prateleiras ou containers), conforme mostra as figura 45. Muitas atividades exigem salas individuais de trabalho que poderão ser montadas com biombos de 2.120mm, que mantêm a climatização e iluminação homogênea uma vez que não vai até o teto, com proteção acústica e com a utilização parcial de elementos transparentes para manter a visibilidade entre os espaços. Para atender aquelas atividades que requerem confinamento, às salas montadas com biombos podem ser acopladas portas de passagem. Além dessas vantagens, à medida que as salas não sejam mais necessárias, poderão ser desmontadas facilmente, sem prejudicar a fiação elétrica e de telefone, pois normalmente os biombos possuem canaletas para passagem da rede elétrica embutidas e que se encaixam umas nas outras e sem prejudicar o piso, uma vez que para sua instalação não é necessário cortar o carpete ou fichá-las ao chão com parafusos. Como vimos anteriormente, a climatização e a iluminação são diretamente influenciadas pelo tipo de divisão que irá ser adotado. Os ambientes amplos, chamados escritórios panorâmicos, proporcionam uma homogeneização ambiental em termos de iluminação e ventilação, além de um ganho considerável de área útil, cerca de 40%. Este fator é importante em regiões onde o preço do metro quadrado do imóvel e alto.

DIVISÓRIAS PARA CADA NECESSIDADE
Divisória é um quadro que pode ser confeccionado por diversos tipos de materiais (fórmica, compensado, aço...), recheados ou não de material para proteção acústica (cortiça, lã de vidro, poliuretano,...) combinados ou não com vidros, simples ou duplos, transparentes ou canelados, com cortinas, persianas ou não, utilizados no sentido vertical com a finalidade de atender as diversas exigências dos ambientes de trabalho. A divisória com cremalheira embutida permite a instalação de containers, prateleiras, consoles e luminárias, proporcionando o aproveitamento vertical do espaço de trabalho. Estes dispositivos chegam a proporcionar uma economia de 40 % da superfície estática. A grande vantagem das divisórias é a sua praticidade na instalação ou remoção, contribuindo para a adaptação do ambiente às exigências administrativas.


ERGONOMIA
Por Dorival Carreira

Os Administradores devem oferecer aos funcionários da empresa a opção de fazerem ginástica laboral que consiste na realização de exercícios orientados por profissionais especializados. Ela é importante na ação preventiva de várias doenças trabalhistas, como dor na coluna, varizes e as lesões por esforço repetitivo.
Nas figuras 1 a 6 apresentamos orientações para o uso correto de microcomputadores.

Figura 1. Altura correta do monitor.

Figura 2. Altura correta do teclado.

Fig. 3. Área de uso da mesa do micro.
Zona usual: deve conter itens de uso mais freqüente como o teclado e mouse.
Zona ocasional: deve conter itens de uso periódico como telefone.
Zona rara: deve conter itens de uso raros como display, porta-canetas.


Fig. 4. Posição correta do mouse para criar o ângulo correto do cotovelo do usuário.

Fig. 5. Posição correta dos punhos do usuário em relação ao mouse.


Fig. 6. Posição correta das mãos em relação ao teclado.

FORMAS BÁSICAS PARA SE CLIMATIZAR O AMBIENTE
Por Dorival Carreira


Há três formas básicas para se climatizar o ambiente: temperatura ambiente, ventilação do ar e condicionamento do ar. A temperatura ambiente é a ideal, pois não provoca alterações climáticas entre um ambiente e outro. Para conseguí-la os arquitetos projetam o ambiente de forma a trazer para o seu interior uma temperatura natural que seja ideal para o trabalho. Estudam o percurso do sol, os pontos de captura de ar frio, tais como sombras de árvores, posições estratégicas de janelas e portas, tipos de materiais a serem empregados na cobertura de teto e forração de paredes. Todos esses artifícios são empregados para proporcionar um ambiente ventilado e arejado. A ventilação natural nem sempre é possível, embora seja recomendável por ser mais barata e saudável. Se a alternativa for climatização artificial deve-se optar por sistema central, a fim de não expor os funcionários e clientes a diferenças de temperatura entre o interior da sala refrigerada e o ambiente externo. Essas diferenças de temperatura provocam enfermidades indesejadas. A Dona Vera, secretária da presidência de uma grande empresa de São Paulo, andava permanentemente resfriada. O Dr. Marco Antônio, Diretor com quem trabalhava, mantinha a sua sala com temperatura baixíssima. A sala da Dona Vera não possuía ar condicionado. Após alguns meses Dona Vera foi internada com pneumonia. A ventilação do ar pode ser conseguida, também através de processos mecânicos com o auxílio de ventiladores ou circuladores de ar. Os ventiladores ou circuladores de ar sugam o ar de um ponto do ambiente e o remete na velocidade pré-determinada para uma direção também pré-determinada. Isso significa dizer que, se a origem contiver ar fresco, este será remetido ao ambiente. Porém, se a origem contiver ar quente o ambiente ficará insuportável. O condicionamento de ar faz parte de um grupo de aparelhos eletromecânicos mais complexos e que requer uso de tecnologia, adequação elétrica e treinamento de recursos humanos. É utilizada, via de regra, para criar um ambiente artificial de climatização em função da finalidade de uso do ambiente. Em muitos casos esse ambiente requer a associação desses equipamentos com outros que controlem, por exemplo, a umidade do ar, a pureza em termos de partículas e odores. Em laboratórios de manipulação onde o odor dos produtos é analisado o ambiente não pode sofrer influências de odores externos. Em 1992 visitei a Poliderivados, fábrica que produz material de embalagem para produtos alimentícios cujo processo de produção não permite a existência de partículas de pó na fábrica. Isso significa dizer que o ambiente é pressurizado com o auxílio de computadores. Pela sua complexidade vamos apresentá-los por tipos de equipamentos. Os objetivos dos condicionadores de ar são manter o ambiente com temperatura ideal constante e proporcionar um nível maior de conforto termo-acústico. A instalação de um aparelho de ar condicionado, embora pareça simples, requer estudos técnicos que deverão levar em consideração a área do ambiente, tipo de uso, divisão do espaço, número de pessoas, posicionamento do edifício, número de janelas, etc. Tais estudos poderão orientar sobre a forma mais eficiente e econômica de se construir e manter um edifício como, por exemplo, começando por orientar a posição do prédio em relação ao caminho do sol durante o dia e o ano todo. Aparelhos de ar condicionados instalados em paredes com incidência de sol podem representar um consumo de 50% da energia consumida no prédio.

O homem, em função do seu desenvolvimento biológico e por questões de sobrevivência, vem inventando máquinas e equipamentos que alteram as condições ambientais. Associados a eles foram produzidos um conjunto de leis, normas, regulamentos que disciplinam as condições de uso e que estão sendo atualizados para acompanhar a evolução tecnológica. Essas máquinas e equipamentos devem, acima de tudo, proporcionar segurança, conforto e higiene no trabalho aos recursos humanos. Lembre-se. Nenhum dinheiro será tão bem gasto quanto aquele gasto em treinamento e desenvolvimento de recursos humanos. Um funcionário bem treinado na utilização desses equipamentos poderá retirar o máximo de proveito do seu funcionamento, num custo racional, mantendo os padrões de higiene e segurança do trabalho previstos em Lei. Para isso dispõe de recursos tecnológicos em abundância, máquinas e equipamentos estão disponíveis no mercado nacional, e internacional, e técnicos, de todas as formas de especialização, estão prontos para assessorá-lo.



ILUMINAÇÃO
Por Dorival Carreira

O administrador deve conhecer alguns conceitos utilizados nos projetos de iluminação de ambientes de trabalho para que possa monitorá-lo e tomar decisões corretas. A luz é o produto de uma fonte de radiação. A potência de uma radiação visível chama-se fluxo luminoso, cuja unidade de medida é o lúmen (lm). O fluxo luminoso produz uma luminosidade ao incidir sobre uma superfície. Uma unidade de luminosidade é chamada de lux, ou seja, é a unidade de medida de iluminamento que mede a incidência perpendicular de um lúmen em uma superfície de um metro quadrado.

Cor e os efeitos sobre a iluminação
Todas as superfícies são utilizadas para reflexão do fluxo luminoso. Elas são mais ou menos refletoras dependendo do material empregado na sua fabricação e da cor da tinta aplicada sobre ela. O aproveitamento da luminosidade será maior ou menor se as superfícies forem mais lisas ou mais porosas, mais claras ou mais escuras. Quando o administrador estiver definindo os critérios para compra de material permanente, tais como mobiliário, máquinas e equipamentos, ou participando de um projeto de reforma do imóvel, ou elaborando um planejamento de layout é recomendável que observe os índices de reflexão das cores nas superfícies, tabela 1.

O portador de deficiência visual e a iluminação
Há tarefas que requerem um mínimo, ou nenhuma, luz para serem realizadas e que podem ser realizadas por pessoas portadoras de deficiência visual parcial ou total. O Hospital das Clínicas de São Paulo tem em seu quadro funcionários portadores de deficiência visual para realizar trabalhos em câmara escura revelando filmes de RX. A tabela 2 mostra algumas tarefas cuja iluminação pode variar a um mínimo de luminosidade. Ao analisar a tabela, reflita sobre a quantidade de pessoas portadoras de deficiências que o administrador poderia empregar e que hoje os excluem do mercado de trabalho por simples ignorância desses conceitos.

Um cuidado muito especial antes de tomar uma decisão sobre iluminação: solicitar um projeto técnico de iluminação do ambiente elaborado por profissional especializado.

A ILUMINAÇÃO E O CENÁRIO ORGANIZACIONAL
Por Dorival Carreira

O administrador, ao desenhar cada cenário organizacional, cada ambiente de trabalho, o faz em função dos procedimentos quer sejam de gestão, quer sejam operacionais que ali transcorrerão. Essa ação será desenvolvida no tempo e no espaço. Seus protagonistas serão escolhidos em função dessa ação. O ambiente precisa estar planejado nos seus mínimos detalhes. O diretor de teatro, para dar mais vida a uma representação, incide sobre o ponto em que o personagem foi almejado por um tiro, uma luz vermelha. Aos olhos dos espectadores chega a sensação de sangue.
A iluminação é um detalhe muito importante. A iluminação tem um efeito mágico. Pode causar euforia, agitação, fadiga, deslumbramento, paz e tranqüilidade. Pode ser utilizada para o bem, quando bem planejada, ou para o mal, provocando sensações desagradáveis e doenças. Mas o planejamento da iluminação não é função dos engenheiros, arquitetos ou técnicos em eletricidade? Sim, mas a organização do trabalho não. Um projeto de iluminação criado por um engenheiro é frio, padronizado, homogêneo. Já o do arquiteto é requintado ressaltando a plástica do ambiente. O projeto elaborado pelo administrador é funcional. Esta é a diferença.
Como a organização do trabalho está sempre sendo alterada pelo administrador em função de seus objetivos, o planejamento da iluminação se incorporou ao planejamento de layout elaborado pelo administrador. O objetivo é transferir o conhecimento sobre as propriedades da iluminação ao administrador para que este, com a assessoria de um especialista (engenheiro, arquiteto ou técnico em eletricidade), possa criar o ambiente de trabalho que proporcione eficiência, eficácia e alta produtividade. O projeto de iluminação deve atender a todas as exigências e políticas de economia de energia contidos nos programas de redução do aquecimento global e preservação da natureza.


TIPOS DE ILUMINAÇÃO
Por Dorival Carreira

Os tipos de iluminação de um ambiente são dois: natural e artificial.
Iluminação natural
Não há dúvida nenhuma da importância da luz natural sobre os seres humanos. Ela regula o nosso ciclo de vida, acerta nosso relógio biológico, determinando a hora de acordar, almoçar, jantar, ou dormir, causa sensações térmicas, atua como excelente bactericida, nos alimenta com a vitamina D, estimula todas as funções do nosso organismo, pois tem participação ativa nas suas reações químicas e influencia nosso comportamento.
Em dias ensolarados ficamos felizes, em dias nublados, acinzentados, ficamos tristes. Além de tudo, é a fonte de energia mais econômica. Por quê os Administradores não utilizam a luz natural nos ambientes de trabalho? Simplesmente porque ela não é constante, a sua intensidade varia de acordo com as horas do dia e as estações do ano e é uma luz quente. Há muito que o homem deixou de se orientar em função do sol. Os trabalhadores rurais são os resquícios dessa relação de causa-efeito.
O homem adotou a iluminação artificial, pois sobre ela tem o controle absoluto: sobre o tipo de iluminação, a sua intensidade, a sua orientação, corrige seus defeitos, e determina a quantidade de calor propagada, tudo em função do tipo de trabalho a ser realizado. Essa adoção da iluminação artificial, no entanto, começa a ser balanceada com a luz natural, num primeiro momento para, em seguida, ser o seu complemento. Numa economia globalizada, os custos com a iluminação devem ser pesados, pois agravam o custo operacional, cuja margem de negociação estará, cada vez mais, comprimida.
Ao Administrador, quando estiver estudando a construção de um novo edifício para sua empresa, ou mesmo a mudança para outro imóvel, deve estudar com cuidado a intensidade média da luminosidade durante todo o dia, de todos os ambientes a serem utilizados, sua posição geográfica (latitude, longitude e altitude) e o tipo de teto projetado na sua cobertura (utilização de clarabóias ou teto em ângulos de 45º) para conhecer a incidência da luz natural sobre os diversos ambientes. Esses dados serão de vital importância para o desenvolvimento do projeto de iluminação, na medida que o Administrador tenha interesse em aproveitar ao máximo a iluminação natural (mais barata) e compensá-la com a iluminação artificial (mais cara). Adiantamos que deverá ser estudada, simultaneamente, a climatização do ambiente, pois a luz natural é quente e poderá provocar um aquecimento do ambiente.
Iluminação artificial
A iluminação artificial é aquela inventada pelo homem para suprir as suas exigências não satisfeitas pela iluminação natural, uma vez que ele alterou os horários de trabalho em função da demanda dos produtos ou serviços. Encontramos nas 24 horas do dia homens trabalhando em qualquer parte do mundo, quer seja em ambientes de trabalho subterrâneos, como os subsolos, garagens subterrâneas, metrô, quer seja em fábricas ou edifícios comerciais.
Os projetos arquitetônicos dos edifícios comerciais, muitos considerados verdadeiras obras de arte, são projetados para ambientes artificialmente iluminados e isso não é por acaso. A iluminação artificial, embora seja mais cara do que a natural, oferece, por enquanto, mais recursos positivos em virtude da linearidade do fluxo luminoso e a possibilidade de ser controlado o seu consumo, tanto no que se refere ao tempo de uso quanto no que se refere à quantidade de lux necessária, reduzindo ao mínimo os acidentes de trabalho, a fadiga, os erros operacionais, elevando ao máximo a produtividade.

Soquete: peça utilizada para fixar a lâmpada e fazer o seu contato com a rede elétrica. Na parte externa é fabricada com porcelana ou baquelite por serem materiais isolantes e nos contatos elétricos (parte interna) é utilizado o latão, material de fácil condução elétrica.
Refletores: adaptadores utilizados junto aos soquetes para dirigir ou modificar o fluxo luminoso. São fabricados em superfícies polidas, como o vidro espelhado, alumínio polido, chapa de aço esmaltada ou pintada de branco, para provocar a reflexão da luz emanada pelas lâmpadas,
Difusores: adaptados aos refletores, têm por objetivo eliminar o fenômeno do deslumbramento. Podem ser apresentados na forma de globo ou outros elementos de vidro ou em plástico leitoso, translúcido ou fosco ou na forma de colméias (grades). Exerce também uma ação defletora, ou seja, capta o fluxo luminoso disperso no ambiente.

Basicamente existem três tipos de iluminação artificial de ambiente: a iluminação geral, a iluminação focada e a iluminação mista.
A iluminação geral, ou iluminação padrão, é obtida com a distribuição geral de luminárias pelo ambiente, produzindo uma iluminação uniforme sobre o posto de trabalho. Figura 1. É a mais encontrada nos ambientes de escritório e a que mais engana os Administradores menos avisados, pois consideram que este tipo de iluminação é a ideal para quaisquer tipos de tarefas. No entanto, não são indicadas para trabalhos que exigem precisão.

A iluminação focada, direciona a luz sobre um posto de trabalho específico. Figura 2. Geralmente utilizada para tarefa que requer intensidade de lux maior, como as salas de leitura. Nesse cenário, o ambiente normalmente possui a metade da iluminação do ambiente focado. Por esse motivo pode vir a provocar fadiga e aumentar os riscos de acidente de trabalho devido aos contrastes da iluminação do posto de trabalho e do ambiente.

A iluminação mista é uma composição da iluminação geral com a focada. Figura 3. Caracteriza-se pelo complemento da iluminação geral, porém com uma intensidade de lux superior em até 10 vezes a intensidade de lux do ambiente, para atender as tarefas que requerem uma acuidade visual maior (trabalho fino). Geralmente são utilizadas naquelas tarefas executadas nas pranchetas de desenho, que solicitam uma quantidade de lux em torno de 1.000 a 1.200 lux, ou nas bancadas de inspeção de qualidade. Após o Administrador ter definido se a iluminação será natural ou artificial ou uma combinação de ambas e se a iluminação artificial será geral, focada ou combinada, é necessário que ele defina a intensidade de lux necessária para a realização de cada tarefa, seguindo o seguinte raciocínio: uma tarefa que requer maior quantidade de lux tem preferência a outra tarefa que requer menos quantidade de lux. Esse método facilitará a definição da quantidade de lux e não provocará fadiga nos funcionários e nem a queda da produtividade.

INVENTÁRIO DO MOBILIÁRIO, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Por Dorival Carreira

O mobiliário, máquinas e equipamentos fazem parte do cenário organizacional e não pode ser considerado pelo administrador apenas como elemento de uso operacional. Embora seres inanimados, dão vida à organização e, raramente, são passados despercebidos. Para entender a sua importância na organização basta colocar na memória o cenário de uma peça de teatro. A sua inserção no tema a ser representado é de tal ordem que até a adequação ao tempo cronológico é observada. A seguir apresentamos uma série de oito formulários utilizados para coletar os dados referentes a esses elementos no posto de trabalho:
1. Descrição das atividades (figura 1)
2. Descrição das tarefas por cargo (figura 2)
3. Inventário de equipamentos (Figura 3).
4. Inventário de mobiliário (Figura 4).
5. Distribuição de equipamentos pelas atividades (Figura 5).
6. Distribuição de mobiliário pelas atividades (Figura 6).
O administrador deverá criar um banco de dados para registrar os dados coletados nos formulários.

LIMITAÇÕES EXTERNAS À MUDANÇA
Por Dorival Carreira

Antes de decidir pela mudança de imóvel, o administrador deverá realizar uma pesquisa sobre a legislação municipal, estadual e federal em vigor e nos órgãos da administração pública que organizam e controlam a ocupação e uso do solo no município, as comunicações, os transportes e a higiene e segurança no trabalho, para verificar se há algum impedimento para a instalação da empresa no local desejado.
LEGISLAÇÃO
A consulta mais importante a ser feita é sobre a permissão de funcionamento da empresa no local desejado. Não há possibilidade de a empresa ser instalada num bairro residencial, por exemplo. Certa feita um Advogado proprietário de um grande escritório de advocacia alugou uma casa para instalar seu escritório. Assinado o contrato de locação e realizada a mudança em seguida foi denunciado por moradores da vizinhança e a prefeitura interditou o local. Além das despesas com a mudança e os custos de paralisação dos trabalhos, teve que pagar a multa por rescisão contratual. Abaixo segue algumas referências bibliográficas quanto a legislação que deverá ser de conhecimento do administrador.
No âmbito federal a Lei nº 6.514 de 1977, dá as diretrizes sobre Segurança e Medicina do Trabalho, regulamentada pela Portaria nº 3.214/78, através da NR 23. Prevê, também, a criação da Brigada de Incêndio.
No âmbito estadual O Decreto Estadual nº 46.076 de 31.08.01 prevê o programa de Brigada de Incêndio. Este decreto regulamenta a segurança contra incêndio nas edificações de áreas de risco no Estado de São Paulo. Ver a NBR nº 14.276/99 que trata do programa de Brigadas de Incêndio.
No âmbito municipal Cada Prefeitura Municipal atua na prevenção e fiscalização de instalações e sistemas de segurança de edificações do município, através de aplicação de normas próprias.
No âmbito securitário O Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e a SUSEP, através da Circular 006/92, definem diretrizes para promoverem a implantação de Brigadas de Incêndio pelas empresas, pois contribuem para ações preventivas e, indiretamente, reduzem o custo dos seguros.
No âmbito Civil e Criminal Os sinistros e acidentes provocados pelo não cumprimento da legislação em vigor geram ações civis e criminais contra a empresa e seus dirigentes. Portanto, recomendamos que o administrador destine parte do orçamento anual para investimentos em ações preventivas.
COMPANHIA TELEFÔNICA
Antes de ser definido o local onde a empresa será instalada o administrador deverá consultar a companhia telefônica para obter informações quanto ao prazo para a realização da mudança das linhas telefônicas, ou a disponibilidade de linhas. Muitas mudanças são inviabilizadas por falta de condições técnicas da companhia como, por exemplo, a região de destino não dispõe de linhas para a concretização da mudança. Por outro lado, mudar o número do telefone da empresa trás grandes transtornos, pois as relações com fornecedores e clientes precisarão ser reorganizadas e isto levará tempo e terá um custo adicional ao projeto de planejamento de layout.
Recentemente uma empresa localizada na Rua da Consolação em São Paulo adquiriu um conjunto de escritórios no Conjunto Nacional, um edifício comercial localizado na esquina da Av. Paulista com a Rua Augusta, cerca de 500 metros do local. Marcado o dia e hora da inauguração do novo escritório, todos os convidados presentes e a festa foi um sucesso. No dia seguinte, ao iniciarem o trabalho na nova sede da empresa constatou-se que os telefones de radio freqüência não funcionavam por falta de sinal. A única saída foi trocar de serviço e todos os aparelhos.
CORPO DE BOMBEIROS
Todas as edificações e áreas de risco por ocasião da construção, da reforma ou ampliação, regularização e mudança de ocupação, necessitam de aprovação no Corpo de Bombeiros. Portanto, nenhum estabelecimento poderá funcionar sem o Auto de Vistoria de Corpo de Bombeiros – AVCB. Não há hipótese de o administrador permitir que a empresa entre em operação sem essa autorização, pois quaisquer problemas implicarão em sansões civis e criminais indesejáveis.
No site do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Governo do Estado de São Paulo pode ser obtido o Manual de Orientações para aprovação de edificações no Corpo de Bombeiros:
http://www.polmil.sp.gov.br/abrirframes.asp?PAGINA=http://www.ccb.polmil.sp.gov.br
ou
http://www.polmil.sp.gov.br/inicial.asp
PREFEITURA
A competência para administrar a ocupação e o uso do solo urbano é da Prefeitura Municipal. Portanto, cada município legisla sobre essa questão. O Município da cidade de São Paulo elaborou o Plano Diretor Estratégico - PDE, que vigora na cidade desde 13 de setembro de 2002, e foi regulamentado pela Lei municipal nº 13.430.
Algumas das exigências legais para a instalação de uma empresa são:
Laudo relativo à adequação de ruídos, vibrações e poluição ambiental;
Declaração que atende à Lei de Uso e Ocupação de Solo referente aos parâmetros de incomodidade relativos à emissão de ruído e ao horário de carga e descarga;
Certificado sobre o sistema de pára-raios;
Certificado de instalações elétricas;
Certificado de acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência.
Certificado de Conclusão da Obra (HABITE-SE)
Licença de Funcionamento.
DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO
Outro órgão governamental que deve ser comunicado por escrito é a companhia de trânsito local. Este deve ser informado da mudança pelo menos 15 dias antes. Esta providência é necessária, a fim de evitar transtorno no trânsito no dia da mudança como, por exemplo, falta de local para estacionamento dos caminhões que irão realizar a mudança. Além disso, muitos locais na cidade são considerados estratégicos como vias de acesso a hospitais, áreas de segurança e corredores de transportes urbanos. Muitas vezes a companhia de trânsito, avisada com antecedência, providenciará as mudanças de trânsito necessárias, a fim de evitar problemas, tais como congestionamentos e multas.
CETESB
A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – CETESB tem entre suas atribuições o desenvolvimento de política de controle, corretivo e preventivo, da qualidade ambiental. Se a empresa trabalhar com produtos que possam causar problemas ambientais o administrador deverá providenciar junto à CETESB a licença para entrar em funcionamento. As licenças são aplicadas sobre fontes fixas e móveis. As ações da CETESB também são de monitoramento da qualidade do ar, das águas superficiais interiores, das águas subterrâneas.
TRANSPORTADORA
O tempo é o fator determinante do sucesso nos projetos de mudança de imóveis. Alguns detalhes, se observados, poderão ajudar em muito na economia de tempo:
1. Identificar todos os móveis que irão ser transportados com etiquetas que contenham as seguintes informações:
• Órgão de origem;
• Nome do funcionário que o utiliza;
• Número do móvel;
• Andar de destino;
• Sala de destino.
2. Organizar o embarque no caminhão da transportadora de forma que os últimos móveis a embarcar serão aqueles que deverão ficar no fundo do andar, a fim de não atrapalhar a passagem dos demais. Esse pequeno detalhe é o responsável pelo uso racional dos elevadores, dos funcionários que estão transportando os móveis e dos caminhões.
3. No imóvel de origem deve ficar um coordenador da mudança que deverá estar em contato permanente com o coordenador da mudança alocado no imóvel de destino. Ambos deverão estar de posse das plantas baixas do imóvel de origem e do imóvel de destino.
4. Os objetos de uso pessoal deverão ser retirados pelos funcionários dias antes da mudança, a fim de se evitar problemas.
5. Todos os objetos, documentos, pastas e materiais deverão ser embalados pelos funcionários, a fim de facilitar a colocação em seus devidos lugares no destino.
6. Os funcionários da transportadora deverão embalar os equipamentos e demais objetos que cada funcionário decidir não haver problemas.
AS LUMINÁRIAS
Por Dorival Carreira

Definida a intensidade de lux para cada posto de trabalho é necessário definir agora o tipo de luminária para se obter o máximo de rendimento do fator iluminação e o máximo de produtividade. O fluxo luminoso das fontes de luz pode ser modificado e distribuído pelo ambiente em função das atividades a serem desenvolvidas pelos funcionários. As luminárias são os equipamentos utilizados para essa finalidade e para efeitos decorativos do ambiente.
As luminárias são divididas em:
a. Luminárias de teto, apresentadas nos seguintes modelos:
a.1. Platons: para iluminação geral do ambiente com pé direito baixo, utilizam lâmpadas incandescentes comuns. Apresentam-se com difusores de vidro leitoso, fosco ou transparente, protegidos ou não por grades. Figura 1.
a.2. Spots comuns: para concentrar e direcionar os fluxos luminosos para uma determinada superfície de forma direta ou indireta (através da reflexão da luminosidade). Figura 39. São recomendados para pequenas distâncias. Deve-se tomar cuidado para que não causem deslumbramento. Neste caso pode ser utilizada lâmpadas incandescentes comuns. Caso contrário e quando o spot não tiver seu próprio refletor, devem ser utilizadas lâmpadas incandescentes refletoras, bulbo espelhado ou as mini spots. As lâmpadas comuns ou defletoras são utilizadas em spots com refletor.
a.3. Spots halógenos: para concentrar e direcionar os fluxos luminosos para uma determinada superfície com a utilização de lâmpadas halógenas, de baixa potência (versões 6 e 12 volts, 20 a 50 watts). Requerem a utilização de refletores para garantir o rendimento luminoso e o aproveitamento total da potência das lâmpadas.
a.4. Spots embutidos: são idênticos aos spots comuns com a diferença de serem embutidos nos tetos ou forros rebaixados. Versáteis para corredores, postos de trabalho ou sobre balcões. Apresentam-se nas versões que aceitam lâmpadas halógenas (dotadas de bons refletores), incandescentes pequenas e para refletoras.
a.5. Lustres e pendentes: enquanto os lustres são fixos no teto e tem seus fachos dirigidos para cima sem o auxílio de refletores, deixando as lâmpadas expostas e, por isso aumentando o seu rendimento volumétrico mas causando um grande índice de ofuscamento, os pendentes são rebaixados por fio, cabo ou correntes até a altura desejada e tem seus fachos dirigidos para baixo com o auxílio de refletores.
a.6. Luminárias fluorescentes: são as mais comuns nos ambientes de trabalho, são auxiliadas por reatores que tem a função de armazenar a energia para descarregá-la de uma só vez na partida. Apresentam-se embutidas em sancas, compondo uma iluminação indireta, em calhas chanfradas, em aparelho com difusor de plástico, em refletor com difusão de plástico, em aparelho para embutir, com colméia, em refletor parabólico duplo, em luminária tipo industrial, podem ser utilizadas em ambientes diversos.
a.7. Para iluminação indireta: são as luminárias dirigidas para o teto ou paredes com a finalidade de distribuir o fluxo luminoso primeiramente para essas superfícies para, depois, iluminar o ambiente. É importante, neste tipo de luminária, conjugar o tipo de teto ou parede e o tipo e cor da tinta para seu revestimento. (ver índice de reflexão para diferentes cores).
a.8. Trilhos eletrificados: são utilizados para dar maior flexibilidade nas instalações de luminárias e tomadas de força. Consiste em um trilho eletrificado, originário de uma fonte de alimentação, onde são encaixadas várias luminárias através de adaptadores. Em média, a sua capacidade é para 30 ampères (uma lâmpada de 100 watts equivale aproximadamente a 1 ampère). Como os postos de trabalho mudam, as luminárias fixas nos tetos muitas vezes causam problemas pois ficam localizadas em pontos tecnicamente errados. As luminárias ligadas aos trilhos podem ser posicionadas em qualquer ponto, acompanhando a nova disposição dos postos de trabalho. Podem ser instaladas luminárias fluorescentes, spots ou pendentes.
a.9. Sistema de iluminação integrada: são apresentadas em módulos que permite a instalação de diferentes tipos de luminárias, tais como calhas para lâmpadas fluorescentes, spots e luminárias para lâmpadas incandescentes comuns, refletoras e halógenas. Devido a sua versatilidade, é conveniente que o Administrador estude a sua utilização no ambiente de estudo.
b. Luminárias de parede, apresentadas nos seguintes modelos:
b.1. Arandelas: são suportes presos nas paredes para sustentação dos soquetes onde as lâmpadas são fixadas. As arandelas são mais propícias para iluminação de pequenos espaços, tais como lavabos, recepção, podem ser instaladas próximas a espelhos, obras de arte, porém, não são utilizadas para iluminação de ambientes. Apresentam-se em diferentes modelos, tais como cúpulas, para suporte de lâmpadas estilizadas e com difusores de vidro transparente ou leitoso.
b.2. Spots: são luminárias podem ser fixadas externamente ou embutidos no teto ou nas paredes. Apresentam-se com fechamento de vidro leitoso ou proteção para evitar deslumbramento. Os spots embutidos geralmente são utilizados nos corredores, balcões de recepção ou postos de trabalho. Os spots instalados externamente podem ser utilizados para iluminação indireta ou foco.
c. Luminárias de chão ou colunas: são as luminárias constituídas de uma coluna vertical e uma haste flexível no sentido vertical e longitudinal, um refletor dirigido para focar o fluxo luminoso para baixo ou para cima. Pode ser utilizada para iluminação localizada quando o foco for dirigido para baixo ou para decoração do ambiente quando o foco for dirigido para o teto ou paredes.
d. Luminárias de mesa, apresentadas nos seguintes modelos:
d.1. abajures: muito conhecido, pois são de uso comuns nas residências, criam ambientes aconchegantes e decorativos, por isso podem ser utilizados nas recepções com bons resultados.
d.2. luminárias de mesa: são as luminárias constituídas de uma coluna vertical e uma haste flexível ou não no sentido vertical, um refletor dirigido para focar o fluxo luminoso. Podem ser encontradas para utilizarem lâmpadas fluorescentes, mais comuns por serem frias e não esquentar o ambiente, incandescentes ou halógenas.
e. Luminárias externas, requerem o cuidado na escolha do material empregado na sua fabricação por estarem expostos as condições climáticas. Devem ser escolhidas aquelas fabricadas com materiais não ferrosos, tais como alumínio, latão e zamac, e sempre com tratamento anticorrosão. São apresentadas nos seguintes modelos:
e.1. Postes: apresentam-se em diversas alturas, podendo ser utilizados para iluminação geral ou como balizadores de caminhos. O globo de vidro pode ser leitoso, para difundir o fluxo luminoso ou de vidro transparente, para uma iluminação mais brilhante. Podem ser utilizados diferentes tipos de lâmpadas, tais como incandescente comum ou com bulbo espelhado, de vapor de mercúrio, sódio ou mista.
e.2. Balizadores: luminárias utilizadas para demarcar caminhos quando instaladas no seu percurso ou para iluminação de jardins para efeitos decorativos. Geralmente utilizam lâmpadas incandescentes.
e.3. Projetores: são utilizados para iluminar as fachadas de edifícios com objetivo de propaganda e segurança e decoração de jardins. Utilizam lâmpadas de diversos tipos, tais como as incandescentes, as halógenas, de vapor de mercúrio, sódio ou mistas.
As luminárias e o fluxo luminoso
Quando à distribuição do fluxo luminoso, podemos encontrar no mercado cinco tipos de luminárias:
a. as luminárias que permitem uma iluminação direta no posto de trabalho.
As vantagens são as seguintes:
1. permite maior aproveitamento da energia elétrica;
2. permite o máximo de aproveitamento da luminosidade;
3. é de fácil manutenção.
As desvantagens da utilização desse tipo de luminária são:
1. pode provocar o fenômeno do deslumbramento ou ofuscamento (ver como evitar o deslumbramento) se não utilizadas corretamente.
2. em função do deslumbramento, eleva os custos operacionais em função do aumento da fadiga dos funcionários, levando-os a cometer erros e provocar acidentes no trabalho.
As luminárias diretas podem ser utilizá-las quando:
1. a tarefa requer uma acuidade visual fina, onde os contrastes de cores e de fundo são pequenos e os traços finos como, por exemplo, os desenhos de precisão;
2. os objetos a serem localizados visualmente estejam distantes como, por exemplo, os quadros de avisos e sinalizadores;
3. os objetos a serem localizados estão em movimento como, por exemplo, os aviões e as empilhadeiras;
4. a área a ser iluminada é grande e o pé direito alto não permite a sua utilização como superfície refletora. Esses espaços normalmente abrigam grandes objetos e são mais utilizados pelas fábricas.
b. as luminárias que permitem uma iluminação indireta;
São aquelas que produzem uma incidência no posto de trabalho através de uma superfície refletora, geralmente essa superfície é o teto do ambiente .
As vantagens são as seguintes:
1. eliminar as desvantagens da iluminação direta, principalmente o deslumbramento;
2. evitar o foco direto do fluxo luminoso na vista do funcionário;
As desvantagens da utilização desse tipo de luminária são:
1. o aproveitamento da luminosidade é prejudicado em função de atuar com o apoio da superfície refletora;
2. o seu custo é elevado em função da perda da luminosidade, absorvida pela cor utilizada na superfície refletora. A cor branca absorve menos luminosidade do que todas as demais cores, chega a absorver entre 15 a 20%.
As luminárias indiretas podem ser utilizá-las quando:
1. o ambiente deve ser requintado, relaxante, repousante, e as atividades não requerem acuidade visual fina, como as salas de estar, hall de recepção, salas de recepção, salas de espera e salas de reuniões.
2. o ambiente requer uma decoração especial para receber clientes e personalidades do setor onde a empresa atua.
c. as luminárias que permitem uma iluminação semi-direta;
São aquelas que apresentam uma distribuição do fluxo luminoso na proporção de 60 % sobre o posto de trabalho e o restante sobre o teto ou paredes de onde é refletido.
As vantagens da sua utilização são
1. o custo é baixo em virtude do maior aproveitamento da potência da lâmpada,
2. apresenta uma luminosidade uniforme proporcionada pelos globos difusores,
3. não provoca o fenômeno do deslumbramento.
Podem ser utilizadas para ambientes de trabalho comum, como escritórios e fábricas, em virtude da sua fácil instalação e manutenção, porém não servem para trabalhos que exigem acuidade visual fina e efeitos decorativos.
d. as luminárias que permitem uma iluminação semi-indireta:
São aquelas que utilizam conchas translúcidas e apresentam uma distribuição de 90 % do fluxo luminoso por todo o ambiente, de forma indireta refletida do teto, procedente de diversos focos de luz posicionados estrategicamente pelo ambiente. Recomenda-se a sua utilização em ambientes que não permitem a utilização de lâmpadas fluorescentes e que requerem qualidade decorativa.
Tipos de lâmpadas
Conhecer os tipos de lâmpadas utilizadas nas empresas é importante para que o Administrador possa definir a especificação técnica das lâmpadas a serem utilizadas em cada ambiente. O manual de organização é o documento que deverá conter essas informações. O sistema de iluminação deve prever a utilização de tipos diferentes de lâmpadas em função das características das tarefas a serem desenvolvidas em cada posto de trabalho. As lâmpadas estão divididas em dois grupos: as incandescentes e as de descarga.
Lâmpadas incandescentes
São indicadas para locais que exigem iluminação eficiente. Figura 2. São fabricadas em bulbo de vidro transparente, que requer difusores para evitar o ofuscamento da visão, e de vidro leitoso, que distribui melhor a luz sem cansar a vista. A vantagem das lâmpadas incandescentes é a facilidade de instalação. A sua durabilidade média é cerca de 1.000 horas/luz ou a versão longa vida para 2.000 horas/luz, próprias para instalação em locais de difícil acesso, como ambientes com pé direito alto.
a) para iluminação geral: indicadas para quaisquer ambientes, podendo ser utilizadas sem qualquer difusor ou em globos ou luminárias fechadas com vidro ou plástico leitoso ou fosco. Com vidro transparente, fosco ou leitoso, podem ser encontradas nas versões de 15 a 150 watts (medida da intensidade de luz). O mercado oferece também as lâmpadas econômicas que consomem 10% a menos energia mantendo a mesma intensidade de luz, nas versões de 22 a 90 watts, em vidro transparente ou leitoso.
b) refletoras: indicadas para postos de trabalho que requerem luz dirigida ou para iluminar pontos determinados, possuem refletor interno que permite alto rendimento luminoso e maior eficiência na iluminação em relação às lâmpadas para iluminação geral. Esse sistema permite, por exemplo, a utilização de uma lâmpada de 40 watts potência para iluminar o posto de trabalho, ao invés de uma lâmpada incandescente comum de 60 watts, o que significa economia de energia. São encontradas nas versões de 25, 40 e 60 watts, indicadas para iluminação de curta distância (até 2m) e 100 watts para distância maior (cerca de 3,5m). A sua durabilidade média é cerca de 2.000 horas/luz. Há opções de cores diversas.
c) defletoras: indicadas para iluminação indireta, possuem bulbo prateado, espelhado no topo, proporcionando a reflexão da luz para sua base. São encontradas nas versões de 60 a 100 watts.
d) decorativas: indicadas para a decoração de ambientes, apresentam-se em bulbos de vários formatos, tais como vela-balão, vela-chama e lampiões. Podem ser utilizadas sem luminárias e seu acabamento pode ser claro, branco, leitoso ou colorido.
e) halógenas: indicadas para ambiente que requer máximo de iluminação e fluxo luminoso dirigido, caracterizam-se pela alta durabilidade e eficiência luminosa.

Lâmpadas de descarga
Os filamentos de tungstênio das lâmpadas incandescentes foram substituídos por gás néon que emite uma luz vermelho-amarelada e por vapor de mercúrio que emite uma luz verde-azulada.
a) fluorescentes: confeccionadas em tubos cilíndricos de diferentes tamanhos e potência luminosa, sua durabilidade de 7.500 horas/luz pode chegar a 12.000 horas/luz para as do tipo especial, cinco vezes mais que as incandescentes da mesma potência e consumindo 1/3 a 1/5 menos de energia elétrica. Figura 41.
b) fluorescentes refletoras: próprias para ambientes de difícil acesso e para permitir a fotossíntese e a produção de clorofila em plantas.
c) fluorescentes compactas: confeccionadas em tamanho menor que as lâmpadas fluorescentes comuns, em várias potências, sua durabilidade é cerca de 5.000 horas/luz, cinco a seis
vezes mais que as incandescentes da mesma potência e consumindo 1/4 menos de energia elétrica.

MOBILIÁRIO
Por Dorival Carreira

Cadeira - Usuários de computador, telefonistas, desenhistas representam uma categoria de profissionais que executam atividades que exigem uma postura definitiva e rígida. Recomenda-se a cadeira do tipo operacional, totalmente regulável. Figura 1.
Gerentes, diretores e supervisores representam os profissionais que exercem atividades que permitem li maior liberdade de movimento. A tomada de decisões requer condições de relaxamento para o administrador. As poltronas com assento e encosto largos, providas de apoio laterais para os braços, espaldar e altura regulável são as mais aconselhadas. Figura 2.
Antes de sentar-se em uma cadeira verifique a posição de seu encosto. Se ele for reto provocará um achatamento na curva lombar, provocando dores nas costas. Se for inclinada proporcionará uma posição natural e confortável. Além do encosto devemos testar a altura do assento, pois um assento muito alto prejudica a circulação e baixo demais as pernas escorregarão. Pois bem, apóie as palmas dos pés inteiramente no chão e observe se a região inferior da coxa, próximo ao joelho, está sendo pressionada. Regular a cadeira de forma correta e escolher o tipo de assento e encosto apropriados evita as dores nas costas, problemas de circulação do sangue e varizes. A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT recomenda utilizar braços de cadeira de 25 cm de comprimento. Quando este comprimento é ultrapassado, ele impede uma perfeita aproximação da mesa, forçando o usuário a acomodar-se de forma incorreta.
A mesa deve ter uma superfície de trabalho nem muito alta nem muito baixa. A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT recomenda o mínimo 72cm e no máximo 75 cm de altura para a superfície das mesas. Figura 3. Não utilizar material refletor de luz (superfícies polidas, espelhadas, vitrificadas ou brilhosas) sobre o posto de trabalho, tais como mesas, balcões, pois o reflexo da luz cansa a vista, provocando irritação, queda da produção e prejuízo a saúde do funcionário. Recomendamos utilizar os tampos de fórmica fosca. O tamanho da mesa deve estar relacionado com as atividades desempenhadas pelo funcionário e, portanto, não determina o seu grau hierárquico. A mesa de reunião varia de acordo com o número de participantes. Essa informação pode ser obtida na entrevista. As mesas redondas permitem uma flexibilidade de número de participantes. Na figura 4 podemos perceber ser possível o uso por seis, ou oito pessoas. Outra recomendação é evitar a colocação de postos de trabalho frontais, pois causa inibição ou dispersão.
Os arquivos e armários - A profundidade da gaveta é igual a profundidade do arquivo. Para demarcar a Sg do arquivo deve ter destinado 0,50m de profundidade para uso em pé e 1:00m para uso sentado, conforme mostra a figura 5.



O aspecto da segurança é crítico na questão do mobiliário. Embora de decisão simples, acaba passando despercebido pelo Administrador, ficando a critério do comprador. Via de regra, a escolha do mobiliário recai sobre o menor preço, como falamos anteriormente e este não é um bom critério quando falamos de segurança. Encher um imóvel com móveis de madeira é como colocar lenha na fogueira. Na especificação técnica do mobiliário é recomendável definir móveis de aço. Para as mesas recomenda-se, ainda, que o tampo seja de fórmica fosca texturizada.

Figuras 1 e 2: http://www.officeecia.com.br/loja/product_info.php?products_id=392&lvUsid=36d3e06c0d1949afed2089ff7627be81

PARTICULARIDADES DE CENÁRIOS ORGANIZACIONAIS
Por Dorival Carreira

Para a elaboração das propostas o administrador deverá observar que alguns espaços requerem instalações adequadas ao uso e, portanto, dificilmente poderão ser utilizadas para outro fim. O seu uso, geralmente, está condicionado a leis específicas e a alvarás de funcionamento concedidos pelas autoridades competentes como a CETESB e as prefeituras municipais. Vamos apresentar alguns deles.
• As copas, cozinhas, refeitórios e lactários (nos casos específicos de hospitais, creches ou berçários) deverão dispor de pontos de gás, água, pia, piso de cerâmica antiderrapante com ralo, paredes de azulejo, iluminação dimensionada adequadamente, a fim de permitir uma higienização adequada.
• Os banheiros deverão ter anteparos (tipo biombo) nas portas de entrada, a fim de evitar contato visual com seu interior, pias, vasos sanitários, azulejos nas paredes, piso de cerâmica com ralo e separados por sexo. Recomendamos a instalação de pontos de força (110 volts) junto às pias de forma a permitir a instalação de secadores de mãos e uso de barbeadores nos banheiros masculinos.
• O extintor de incêndio é de uso obrigatório pela legislação, porém deve ser instalado em nicho para evitar bloqueio da Sc.
• O bebedouro que utilizada água encanada deve ser instalado próximo ao banheiro para aproveitamento da rede hidráulica. Isto também facilita a sua manutenção.
• O projeto de iluminação deve ser elaborado por engenheiro especializado e credenciado pela companhia de energia elétrica, portanto não deve fazer parte da planta do layout administrativo.
• Tampo de vidro sobre mesa deve ser retirado, pois causa deslumbramento e, conseqüentemente, fadiga visual.
• Quanto as portas:
 Portas devem ser evitadas, pois precisam de corredores. Ninguém trabalha em portas e nem em corredores. Portanto, agravam o custo operacional.
 A porta de saída do andar ou prédio deve permitir a abertura para fora para facilitar o fluxo de pessoas no caso de sinistros.
 Corrigir largura das portas para 1:00m para permitir o uso pelas pessoas portadoras de deficiência que usam cadeiras de roda.
 A porta interna das salas abre para parede.
 A porta de emergência abre no sentido da rota de fuga.
• A recepção deve ficar de frente para a entrada do prédio, servindo como uma barreira ao acesso e dando suporte ao sistema de segurança. Deve ser suportada por tecnologia de ponta, tais como computador com acesso a base de dados de recepção, filmadora digital, máquina fotográfica digital para cópia de documentos e fotografia dos visitantes, aparelho de RX para verificar conteúdos de bolsas, sacolas, pacotes e malas, e detector de metais, além de , porta giratória e catracas com acesso eletrônico para controle de tráfego. Porém convém observar que nenhuma pessoa é obrigada a tirar fotografia para ter acesso à empresa, nem, tampouco, deixar seu documento de identidade na recepção, sob risco de processo criminal por apropriação indevida de documento e imagem. No entanto, a empresa pode solicitar que o visitante use crachá de identificação nas instalações da empresa, desde que todos os funcionários da empresa estejam usando, caso contrário poderá ser processada por discriminação.
• Relógios devem estar localizados em pontos estratégicos por toda a empresa. O relógio marca o tempo. O tempo é um bem inelástico e a empresa usa bem ou perderá o tempo. Portanto o tempo a ser marcado deverá ser o da empresa e não o tempo de seus funcionários que variam de um para outro.
• Quanto a sala de espera:
 As salas de espera espalhadas pela empresa devem ser substituídas por uma única sala na recepção. A eliminação das salas de espera é feita com a racionalização da rotina de trabalho descrita no fluxograma.
 Deve ser feito o estudo do tempo de espera desejado (ver teoria das filas) para instalar a quantidade de assentos necessários. Quanto menos assentos, maior a racionalidade da rotina de trabalho, sendo o ideal não ter assento, nem sala de espera.
 Sala de espera é custo operacional indesejado.
• Quanto a garagem, geralmente localizada no subsolo do imóvel:
 deverá conter um sistema de ventilação para eliminação do monóxido de carbono.
 deverá conter um bom sistema de iluminação.
 O piso deverá ser antiderrapante com ralo, a fim de permitir a higienização.
 A sinalização deste local é muito importante. Os locais onde os veículos deverão estacionar deverão possuir demarcação de solo na cor amarela. Na hipótese das vagas serem fixas para cada veículo, identificá-las com códigos numéricos ou alfanuméricos como, por exemplo,, a primeira vaga localizada no primeiro pavimento poderá possuir o número 1-01 e a vaga 28 o número 1-28.
 As áreas de circulação deverão conter setas de direção e indicadores de entrada e saída.
 Deverá conter sinalização de proibido parar veículos próximo aos equipamentos de segurança (hidrantes, extintores de incêndio etc.).
 As garagens distribuídas por vários andares poderão identificar o andar por códigos de cores ou nomes de animais ou flores. Este procedimento evita que o usuário perca o seu veículo no estacionamento, por ter esquecido o andar onde o estacionou. Uma outra solução é oferecer aos clientes cartões de identificação contendo o andar e o número ou cor da vaga da garagem. Estes cartões poderão ser colocados em porta-cartões nas colunas próximas às vagas.
 Por causa da produção de gases poluentes, recomendamos localizar as garagens fora e não sob os imóveis.
• Nos laboratórios deveremos dispor:
 de azulejos nas paredes.
 bancadas de alvenaria.
 Pias.
 piso de cerâmica antiderrapante com ralo.
 pontos de água e gás.
 Se for laboratório fotográfico, dispor de câmara escura para revelação de filmes.
 Se for laboratório de Raios X, suas paredes, portas e janelas deverão ser protegidas com camadas de chumbo para proteger os funcionários. Nenhum vão poderá estar desprotegido, pois a exposição por longo período aos Raios X provocará doenças graves.
• Nos auditórios deveremos encontrar:
 pontos de energia elétrica para instalação de mesa de som e imagem, microfones, de gravadores, televisores, retroprojetores, projetor de slides, canhões, telas e microcomputadores.
 Os auditórios, muitas vezes, são utilizados para exposições de obras de arte e convém dispor de um sistema de iluminação que facilite a composição do ambiente. Nestes casos, recomendamos a contratação de um projeto específico de iluminação ambiental.
 Nestes locais, pela grande concentração de pessoas, as portas deverão ter 2 metros de largura cada uma, sendo que uma delas deverá ser utilizada para saída de emergência.
 Devido a essa concentração de pessoas, recomendamos a sua localização no andar térreo.
 Sobre as portas deverá ser instalada uma placa de sinalização de saída, iluminada com luz de bateria.
• Na mecanografia poderão ser instaladas:
 máquinas copiadoras.
 Impressoras.
 Guilhotinas.
 Furadeiras.
 secadoras de papel.
 bancadas de trabalho.
 estantes para guarda de papel.
 Pias.
 piso de cerâmica antiderrapante com ralo.
 pontos de água que permitam a higienização do ambiente.
 O peso dos materiais utilizados nesta unidade recomenda a sua instalação no andar térreo.
Para cada um desses equipamentos deverá ser reservado um ponto de energia elétrica.
• Os depósitos para lixo, preferencialmente, deverão ficar ao lado do imóvel, com fácil acesso para o caminhão coletor de lixo. Na impossibilidade dessa localização e em se tratando de imóvel de vários pavimentos, o depósito poderá ser instalado no andar térreo ou subsolo.
• Quanto ao almoxarifado:
 Deverá ser tratado de acordo com o seu conteúdo.
 O almoxarifado de matérias-primas deve estar localizado no início do processo de produção, que por sua vez deve estar próximo ao portão de recepção dessas mercadorias. Os veículos devem ter fácil acesso a esse local. Embora isto pareça óbvio, encontramos o estoque de matéria-prima de uma confecção no mezanino. Uma indústria de pregos construiu a sua fábrica com tecnologia moderna. Quando entrou em operação perceberam que o caminhão carregado com matéria-prima não subia a rua, pois esta era bastante acidentada. Conclusão: o fornecedor descarregava a mercadoria no começo da rua onde a fábrica a recebia e, a seguir, passavam a carregar a matéria-prima para a fábrica com tratores.
 O almoxarifado de ferramentas deve ficar num ponto intermediário em relação aos usuários.
 O almoxarifado de produtos semi-acabados deve ser localizado entre o final de uma etapa do processo de produção e o início de outra.
 O almoxarifado de produtos acabados deve ser localizado no final do processo de produção, após a unidade de embalagem, próximo à unidade de transportes. Este almoxarifado, também conhecido por expedição, deve ficar próximo ao portão de saída de mercadorias.
 O almoxarifado de material de consumo deve ficar num ponto intermediário em relação aos usuários. Pelo volume e peso de seu conteúdo, recomendamos localizá-lo no andar térreo ou subsolo.
 Independentemente do tipo de almoxarifado, todos devem ter barreiras físicas que impeçam o acesso de funcionários externos ao setor. Isto porque os estoques são de responsabilidade do almoxarife que deve prestar contas periodicamente dos seus saldos.
 Os almoxarifados de medicamentos existentes em todos os hospitais possuem um sub-almoxarifado de medicamentos controlados pela Secretaria da Saúde do Estado. Estes devem ter outra barreira dentro do próprio almoxarifado para dar maior segurança a seus controladores.
 Muitas empresas utilizam depósitos de combustíveis. Estes devem estar localizados fora do imóvel como medida de segurança. Estes locais devem estar devidamente protegidos com barreiras, sinalizados com alertas de riscos de incêndio e protegidos com equipamentos contra incêndio. O depósito de mercadorias das Casas Bahia, em Santo André, possui um depósito de combustível instalado fora das dependências do depósito de mercadorias, próximo à saída. Desta forma, qualquer acidente não afetará o depósito de mercadorias.

PERGUNTAS & RESPOSTAS
Por Dorival Carreira

1. Por quê o administrador deve desenhar a planta baixa (se ela não existir)? Isso pode ser feito por um profissional especializado. A fim de se obter maior precisão e detalhamento e evitar erros?
A questão é simples. Primeiro que o profissional especializado para fazer um estudo de layout é o administrador. Segundo, o desenho de uma planta baixa é tão simples que, na prática, é inviável a contratação de um engenheiro ou arquiteto para fazer isso. Além do mais, a contratação desse profissional vai gerar um custo para o projeto que o tornará inviável.
2. As empresas possuem algum manual para consultas contendo informações sobre o mobiliário?
Não. Quem deve redigi-lo é o administrador.
3. Em média, quanto tempo se leva para fazer um layout de um escritório levando em conta tantos itens (iluminação, tipos de lâmpadas, localização de tomadas...)?
Depende do espaço físico a ser estudado e da quantidade de postos de trabalho a serem alocados. Uma empresa com cerca de 7.000 metros quadrados e aproximadamente 1.200 funcionários levamos um ano e 3 meses, desde a coleta de dados até a implantação e acompanhamento do projeto.
4. Gostaria que fosse falado sobre a prática do uso das cores nas empresas em relação ao sentimento causado nos trabalhadores, já que a apostila lança a teoria mas acredito que a maioria das empresas não se preocupa com isso, ou seja, como as empresas lidam com as cores na prática atualmente?
Não há pesquisas que indicam esse comportamento das empresas em relação à utilização das cores como um elemento de motivação. Se partirmos do pressuposto que isso é verdade, não seria natural você deixar por último lugar esse detalhe das cores quando você tem problemas financeiros ou de instabilidade econômica no país como um todo? Outro fator importante é que as cores por si não produzem os efeitos esperados, já que é necessário que os funcionários estejam estimulados psicologicamente para receber os impulsos. Esse estímulo de dá através de diversos programas de desenvolvimento de recursos humanos como, por exemplo, plano de carreira, plano de incentivo, programa de qualidade de recursos humanos, perfil profissional adequado...
5. Até que ponto vale a pena investir em layout (em porcentagem financeira)?
O planejamento de layout em áreas tradicionalmente projetadas, isto é, com salas fechadas com divisórias piso-teto, arquivos de aço, mesas não padronizadas etc..., e que adotam soluções baseadas em layout panorâmico, consegue reduzir 40% do espaço ocupado. Além disso, esses projetos geralmente apresentam estudos de padronização de móveis e equipamentos que garantem um retorno do investimento muito bom em termos de manutenção preventiva e condições de negociação com fornecedores. A redução dos custos não se dá apenas em metros quadrados, mas também em aumento da produtividade em função da racionalidade da ocupação do espaço e do cenário apropriado aos papéis que são representados. A quantificação em termos de valor financeiro competirá ao administrador fazê-la em cima de cada projeto.
6. Foi dito que “A cultura organizacional determina o tipo de layout mais adequado para o ambiente”. Como se resolve problemas de interligações e de espaço?
Sempre há problemas de interligações e de espaço, a maior ou a menor, para se resolver. Porém, a cultura organizacional determina o tipo de layout a ser adotado. No projeto da Secretaria referido acima, adotamos o layout panorâmico, sem divisórias. Dois anos depois, voltei ao local e haviam instalado divisórias em todos os andares, formando salas. Ficou horrível. É lógico que o administrador poderá utilizar o layout para provocar uma mudança na cultura organizacional, mas não isoladamente. É necessário alterar também os perfis dos cargos dos funcionários envolvidos no layout e inseri-los em programas de treinamento e desenvolvimento de RH.
7. Supondo a seguinte questão: uma empresa utilizava um andar de um prédio comercial. Após várias mudanças a empresa passa a utilizar somente 50% deste espaço, isto é, metade do andar. Supondo que existam apenas dois elevadores no prédio, como fica o espaço que sobrou? Simplesmente “sobra”?
Tenho certeza que o administrador irá locar o espaço vazio, se o imóvel for próprio, ou renegociar o contrato de locação pelo valor correspondente ao espaço ocupado com o proprietário. Porém, se não for possível uma dessas alternativas, o melhor a fazer é o mesmo que se faz quando precisamos de mais espaço: mudar de local.
8. A maior dúvida fica na questão de colocação de cartões de identificação em colunas localizadas em estacionamento, pois os gastos não são maiores que o retorno?
Quando se fala em organização nem sempre estamos calculando a taxa de retorno do investimento. Muitas vezes estamos falando de segurança e isso faz parte dos custos operacionais.
9. Gostaria de saber qual a viabilidade de se realizar um projeto de layout em empresas médias?
Projeto de layout vale para qualquer tipo de empresa pois os resultados são imediatos.
10. Qual o período ideal para se refazer uma avaliação sobre o Planejamento de layout?
No projeto de construção de edifícios
Na mudança para um novo prédio
Na concentração de órgãos
Na desconcentração de órgãos
11. Até que ponto o administrador deve conhecer as características de ruído, cores, iluminação e os demais elementos que compõem o planejamento de layout, para elaborar um bom projeto, se um engenheiro/arquiteto poderá auxiliar com essas informações?
Você disse bem, auxiliar. Um projeto de layout deve ser coordenado pelo administrador, com o auxílio de arquitetos, engenheiros, decoradores e todos os demais profissionais que o administrador julgar necessários e puder contratá-los. Mas nem sempre isso é possível. Neste caso, o administrador deverá fazer o projeto. Uma questão precisa ficar bem clara: quem constrói o imóvel é o engenheiro ou o arquiteto, porém quem decide sobre a sua ocupação é o administrador. Portanto, é ele quem deverá utilizar o espaço de forma racional. Além disso, ele é o responsável pelas conseqüências advindas de sinistros provocados pela má utilização desses espaços e pelo desrespeito das normas legais de ocupação desses espaços.
12. Como nós, administradores, iremos mudar ou sugerir mudanças a respeito de uma área que definitivamente não é a nossa. Além disso, como nós iremos mudar algo que já está presente e, às vezes, não pode ser mudado? Se uma microempresa se situa em uma casa doada por iniciativas privadas e esta casa, apesar de cômoda, é antiga e tem péssimas instalações elétricas que inviabilizam uma mudança de iluminação, como iríamos proceder? O mesmo com reformulação de escritórios, comprar cadeiras mais confortáveis, mesas ou divisórias verticais envolve dinheiro que uma média ou pequena empresa pode não poder arcar. Numa grande empresa, por exemplo, como o administrador vai propor o modo que os funcionários deles devem ficar sentados dentro da sala do presidente da empresa?
Vamos dividir as áreas de competência:
Engenheiro/arquiteto constroem os imóveis.
Os administradores ocupam os imóveis.
O projeto de layout refere-se à ocupação de um imóvel, portanto é de responsabilidade do administrador.
Quanto a segunda pergunta, não fazemos projeto de layout quando não é possível mudar nada. No entanto, quando as instalações não são adequadas como, por exemplo, a parte elétrica, e pode comprometer a segurança das pessoas, compete ao administrador fazer um relatório técnico, informando as condições em que se encontram as instalações físicas, e propor a solução dos problemas, definindo prazos, custos etc. É importante ficar claro que o administrador é o responsável pela ocupação do espaço. Se ele for ocupado sem condições de segurança, o administrador terá um grande problema pela frente. Quanto a terceira colocação, um projeto de layout não precisa ser, necessariamente, implantado todo de uma vez. Ele pode ser aceito para implantação a curto, médio e longo prazo. Definido o tipo de mobiliário, cores, iluminação etc, na medida em que o administrador for substituir ou adquirir um mobiliário, o fará seguindo o projeto de layout. Quanto à impossibilidade financeira, o problema é simples de ser resolvido: o projeto de layout pode ser um investimento, portanto calcula-se a taxa de retorno desse investimento, ou uma despesa. Neste último caso, somente deve-se fazer despesa se houver caixa.
13. Será que projetar um ambiente ideal não sairia excessivamente caro, perante seus benefícios?
Primeiro, não há projeto ideal. Há projetos próximos do ideal. Segundo, o projeto de layout é técnico e, portanto, deve ter sua relação custo X benefício estudada. Se ela não for favorável, não deve ser feita. No entanto, se o projeto for necessário para solução de problemas de segurança ou de enquadramento na legislação em vigor, ele deverá ser levado a sério pelo administrador, custe o que custar.
14. É tarefa do administrador, caso não haja arquiteto ou engenheiro de produção contratados na empresa, organizar o layout? Não é esperar muito? Concordo que o administrador deva ter uma noção básica do assunto, mas não mais que isso. Alguém que se interesse pela administração do marketing, por exemplo, deve “administrar” o layout?
Projetos de layout são de responsabilidade do administrador. Numa empresa, quando há um administrador geral, é ele quem será o responsável pelo layout. Mas se houver apenas um administrador de marketing, ele poderá chamar para si esse projeto.
15. Quanto tempo deve-se perder para fazer um layout?
Não se perde tempo trabalhando num projeto de layout. Ele é necessário em qualquer momento da vida das organizações. É como um ser humano de, quando criança, usa um determinado tipo de roupa. Depois vai crescendo e a roupa vai mudando.
16. Mesmo sendo combustível é possível utilizar móveis e pisos de madeira devido à sua beleza e resistência? Não seria caro demais substituir todo o piso de um prédio só porque é de tábua corrida?
A utilização de mobiliário e pisos de madeira é possível desde que o administrador mantenha um sistema de segurança obedecendo a legislação em vigor. Substituir todo o piso de madeira de um prédio não seria uma decisão inteligente do administrador. Uma decisão inteligente é não adquirir ou locar um imóvel que não atendam as normas legais de segurança. Estando no imóvel e conhecendo seus riscos, o administrador deverá tomar as medidas de segurança recomendadas. Quando há muita madeira espalhada pelo imóvel, devem ser reforçados os extintores de incêndio e formadas as brigadas contra incêndio, por exemplo.
17. Há citação de várias normas da ABNT. Parece que é necessário conhecê-las, de verdade?
As normas da ABNT ajudam muito os administradores a manterem suas empresas em segurança. É recomendável conhecê-las .
18. O texto abrange uma ampla variedade de itens que vão desde a colocação de móveis até os sistemas de comunicação. O administrador tem competência para definir itens tão diferentes? Não seria melhor delegar autoridade a outras pessoas?
Delegar autoridade não significa delegar responsabilidade, pois essa não se delega. A responsabilidade pelo layout da empresa é do administrador, profissional que decide sobre a ocupação e uso do imóvel.


PISO
Por Dorival Carreira

A diferença entre um projeto de arquitetura específico para uma empresa, onde se conhece antecipadamente a finalidade de cada ambiente, e um projeto de construção de escritórios para ser comercializado depois de pronto, pode ser sentida quando formos analisar a questão do piso, dentre outros fatores tão relevantes quanto este. Utilizar mármore, granito, borracha, tábuas ou cerâmica tem uma grande diferença, não só de custo e estética, como também na questão de acústica e segurança. Pisos de mármore e granito favorecem a ocorrência de reverberações. As madeiras e os carpetes, ao contrario, garantem a absorção do som em níveis mais elevados. O certo é que para diferentes tipos de ambientes há diferentes tipos de pisos. Para o hall de entrada ou ambientes com circulação muito grande de pessoas, os pisos frios como a fórmica, a borracha e a cerâmica são mais recomendadas. Os carpetes de pelo baixo, que facilitam a limpeza, ficam muito bem e devem ter preferência sobre os felpudos. A utilização de carpetes deve vir acompanhada de especificação técnica do fabricante que garante que o carpete não foi confeccionado com material inflamável. A tendência e utilizar cores neutras como o cinza e a bege. Os tons escuros, apesar de esconderem um pouco a sujeira, podem causar a impressão de diminuição do espaço. Para os ambientes que utilizam microcomputadores deve ser evitado o uso de carpete, pois produzem energia estática, interferindo no seu funcionamento. Para os ambientes informais encontramos uma variedade maior de produtos tais como as tábuas, geralmente feitas de ipê, tacos e carpetes, pois estes materiais são mais quentes e aconchegantes do que os pisos de pedra. Outra técnica e a colocação de lajotas porcelanizadas e pisos feitos a base de resinas plásticas, como as do tipo “paviflex” , que são fáceis de cortar e permitem montagem limpa e rápida. Ao contrario dos ambientes informais, há ambientes que requerem uma apresentação formal e para estes são utilizados os mármores ou granitos. Finalmente, para ambientes cujo trabalho requer a utilização de água, óleo ou produtos graxos de forma geral, devem ser utilizados pisos antiderrapantes tais como as cerâmicas (não vitrificadas) ou pisos de borracha, para não provocarem queda. Nas escadas, além de claros, os pisos devem ter faixas antiderrapantes nas extremidades dos degraus.

RISCOS QUÍMICOS
Por Dorival Carreira

A forma de penetração dos agentes químicos no organismo depende de sua forma de utilização e pode ser por contato com a pele, por ingestão, ou por respiração. Quando da descrição do perfil do cargo é importante apontar este tipo risco para orientar na elaboração do processo seletivo de candidatos as vagas de cargos classificados nos órgãos em exposição. Há possibilidade de ser identificado o grau de alergia de candidatos e esses tipos de elementos. O mapa de riscos é uma ferramenta importante para identificar e informar os usuários do local sobre os riscos que podem estar submetidos e os procedimentos preventivos e corretivos que devem obedecer para preservar a sua saúde.

TECNOLOGIA. O FUTURO CHEGOU!
Por Dorival Carreira

A tecnologia está na administração, na medicina, na engenharia, no direito, na química, na pesquisa científica, no esporte, no lazer, nas residências, na exploração espacial, em todos os segmentos da cultura da humanidade e seus limites são desconhecidos, assim como o espaço celeste. Ignorá-la? Impossível.
Se você ainda acredita que os computadores geram desemprego o melhor que tem a fazer é ler um pouco mais sobre o assunto. A criação do telefone também gerou um pânico na época, Porém não há conhecimento de sequer um desempregado por culta deste engenhoso aparelho. O raciocínio que um Administrador utiliza em se tratando de informática e que ela substitui as tarefas manuais, rotineiras e de grande volume de processamento, com possibilidade nula de erros. Com o aumento da velocidade de processamento de dados, aumenta a capacidade de gerenciamento dos negócios e, conseqüentemente, aumentam as vendas. Com o custo operacional sob controle as margens de lucro aumentam e o negócio prospera. A empresa cresce e abrem-se novas oportunidades de empregos em cargos que exigem melhor capacitação profissional. A empresa para não perder seus funcionários investem em desenvolvimento dos recursos humanos, promovendo um avanço tecnológico.
Do simples telefone aos softwares de comunicação
Você já parou para pensar sobre os sistemas de comunicações nas empresas?
Para você ter uma idéia da complexidade e do tamanho do campo de atuação vamos apresentar apenas algumas alternativas de equipamentos que são colocados a disposição das empresas para ela poder se comunicar. Naturalmente não iremos abordar as técnicas científicas do processo de comunicações pois este é assunto para outra oportunidade. Existem, no mercado, os seguintes equipamentos para proporcionar a comunicação nas empresas: Sistema KS de telefonia, Sistema PABX de telefonia, telex, fac-símile, ou fax como é mais conhecido, e os softwares de comunicação. Vamos ver o que eles nos oferecem detalhadamente.
A demarcação exata dos pontos de telefone é um dos cuidados que o Administrador deve ter no planejamento de lay out. Localizados em pontos errados podem causar acidentes e queda da produtividade. Uma Gerência de cursos de extensão universitária fez uma mudança no seu lay out. O Engenheiro responsável pelo projeto apresentou o projeto para o Gerente que o aprovou. Após sua instalação o lay out ficou muito bonito. Cada funcionário passou a ter a sua baia que abrigava sua estação de trabalho. Passados alguns anos, o órgão cresceu, vários funcionários foram contratados e novas baias precisaram ser instaladas. Ao moverem as divisórias perceberam que as tomadas de telefone, de força, os pontos de computador estavam fixados no concreto. Conclusão, no novo lay out esses pontos ficaram fora de lugar e muitos no meio dos corredores.
Posicionar o ponto de telefone de uma estação de trabalho do lado esquerdo para usuários destros e do ponto direito para os canhotos.
O sistema KS (Key System)
O sistema KS (Key System) de telefonia é utilizado para pequenas empresas onde a sua demanda exige no máximo 10 linhas telefônicas com extensões de até 30 ramais. Este sistema substitui os dez telefones de linha direta com as suas respectivas extensões por uma central que recebe as ligações externas das dez linhas e as distribuem pelos trinta ramais espalhados pela empresa. A empresa passa a divulgar apenas um número de telefone para seus clientes, denominado linha tronco que, ao ser acionada, irá provocar uma reação em cadeia nos dez números de telefone instalados no aparelho de forma consecutiva, até encontrar uma linha desobstruída e completar a ligação. Além disso, de quaisquer um dos trinta pontos de telefonia pode-se realizar comunicações internas (de um órgão para outro) sem custo adicional, ou ligações externas. Estes aparelhos possibilitam que o usuário saiba, lançando apenas um olhar no visor luminoso, se há e quais são as linhas disponíveis para fazer a sua ligação. Este sistema permite, ainda, a instalação de chaves de controle de uso tanto para ligações locais quanto para ligações interurbanas. A cada ano que passa estão sendo lançados modelos mais sofisticados que proporcionam requinte no atendimento como, por exemplo, a fila de espera que permite ao usuário aguardar na linha a sua vez de falar ouvindo um som ambiente, ao invés de ouvir o irritante sinal de ocupado. Outro requinte apresentado e que logo passa a se transformar em necessidade é o teclado, que substitui o tradicional disco, agenda de telefone, memória, fala chefe secretaria, possibilidade de atender a ligação sem tirar o fone do gancho, etc. A sua instalação e rápida e deve ser feita por empresa credenciada pela Companhia Telefônica que exige, posteriormente, um contrato de manutenção desses aparelhos.

O sistema Public Automatic Branche Exchange PABX
O sistema Public Automatic Branche Exchange PABX de telefonia é utilizados em empresas de grande porte. Utilizam como terminais os aparelhos de telefone convencionais ou aparelhos KS. Para se ter uma idéia da capacidade deste sistema, a sua capacidade de linhas tronco ou ramais e ilimitada. A medida em que as portas de entrada vão se esgotando, o sistema permite que se abram outras portas de entrada. Os últimos lançamentos foram apresentados com até 4000 portas que, convenhamos, para ser utilizado há necessidade de um projeto bem elaborado de sistema de comunicações, com hierarquização de aparelhos em classe A (com possibilidade de ligações externas e internas, inclusive interurbano sem auxilio da telefonista), em classe B (com possibilidade de ligações externas, porém, com o auxilio da telefonista) em classe C, utilizados somente para ligações internas. Há que se considerar, ainda, as linhas diretas utilizadas pelo presidente da empresa, as linhas chefe secretaria, as linhas privadas ou LPs que fazem ligações ponto a ponto sem a necessidade de discagem.

O sistema TELEX - (teleprinter exchange)
O sistema TELEX (teleprinter exchange) é utilizado para transmissão de mensagens escritas de um ponto para outro, quer seja em nível local, estadual, interestadual ou internacional. As facilidades deste aparelho é que ele permite que sejam gravadas as mensagens antes de serem transmitidas, em fitas de papel. Isto permite que o texto seja corrigido ou transmitido num momento oportuno. As últimas gerações de TELEX apresentam novidades em relação aos aparelhos tradicionais, tais como o multidirecionamento que permite ao usuário enviar a mesma mensagem a até 30 destinatários; o envio de telegramas nacionais e internacionais para empresas ou até mesmo para pessoas físicas que não sejam assinantes da rede nacional de telex; o acesso ao banco de dados que a própria empresa pode ajudar a alimentar, bastando para tanto armazenar os dados em um computador de médio ou grande porte e interligá-lo a rede de telex. Há também aparelhos de telex que podem ser acoplados aos microcomputadores que permitem a gravação das mensagens recebidas ou a programação para remessa de mensagens 24 horas por dia, além de transmissão de mensagens aos clientes que desejarem se comunicar quando o aparelho estiver sendo usado. Hoje as facilidades são grandes para se obter uma linha de telex, que são fornecidas somente para pessoas jurídicas. Basta a empresa se inscrever na EMBRATEL, ou empresas prestadoras desse serviço, e para isto devera apresentar o CGC. A instalação não é imediata, Porém em aproximadamente três meses o aparelho devera ser ligado. As empresas fabricantes destes aparelhos apresentam cores e modelos os mais variados, além de aceitarem contratos de manutenção. As fitas de impressão, de papel gravador e papel de impressão são fartamente encontradas no mercado e são de produção nacional.

O sistema de FAC-SÍMILE
O sistema de FAC-SÍMILE é utilizado para transmissão de mensagens instantâneas quer sejam textos, mapas, gráficos ou ilustrações. A copia dos documentos originais são reconhecidas como autenticas para fins comerciais. As transmissões das mensagens são feitas via rede telefônica comum e o seu custo equivale a uma chamada telefônica comum se a transmissão for a nível local, se for interurbana o custo acompanha o custo das chamadas telefônicas interurbanas. Desta forma, as ligações realizadas no período noturno ou até mesmo em fins de semana tem a sua taxa reduzida. Basta programar o dia, a hora e o número do aparelho receptor. Devido ao preço e a facilidade de operação o “FAX”, como já foi apelidado, está encontrando um grande mercado consumidor pela frente. As transmissões de dados pelos correios, em muitos casos levam um tempo indesejado enquanto o fax leva a mensagem ao destino, que por sinal pode ser em qualquer parte do mundo, no mesmo momento da sua transmissão. De fácil manipulação, não requer qualquer treinamento para seu operador. Basta colocar o texto na posição indicada e completar a ligação com o aparelho de destino. Não se preocupe com os exageros nas transmissões de dados. Eles poderão ser cortados logo no primeiro mês que entrar em funcionamento. Estes aparelhos contam com um sistema de controle de mensagens expedidas e recebidas. Quando você desejar, ele emitira um relatório de controle contendo os horários das ligações e o número dos telefones que transmitiram as mensagens. Alguns equipamentos possuem um sistema para cortar as paginas destes relatórios ou mesmo das mensagens facilitando o seu manuseio.
Videoconferência eletrônica
Estão por muito pouco tempo as cansativas viagens dos executivos de uma cidade para outra, hospedagens em hotéis, despesas com transportes, diárias e ajuda de custos. Reuniões chatas, demoradas, sem qualquer resultado positivo. Está no ar a videoconferência, um sistema que permite que qualquer funcionário participe de reuniões sem sair de seu escritório. Consiste de microcomputadores interligados via modem e acoplados de equipamentos geradores e receptores de imagem e som e softwares específicos. Há várias formas de realizar essas conferências. O sistema de TV Educativa é composto por um circuito fechado de TV. A empresa pode ser proprietária dos equipamentos de geração e captação de imagem ou alugá-lo de empresas operadoras que fornecem esse serviço. Há também o sistema chamado “conference call”, programa acoplado ao PABX da empresa, que permite que várias pessoas conversem ao mesmo tempo por telefone. Esses sistemas são caros e exigem organização e planejamento das reuniões. Portanto alguns procedimentos são inevitáveis. Em primeiro lugar deve-se preparar a reunião tomando as seguintes providências: analisar se o tema a ser tratado exige realmente uma reunião ou pode ser tratado por escrito. Se houver necessidade, a reunião deverá ser divulgada aos participantes, que recomendamos ser de no máximo seis pessoas, com horário de início e, principalmente, o horário de término e os assuntos a serem tratados. Solicite que sejam preparados os dados necessários, em forma de tabelas, gráficos e textos, a serem tratados na reunião e que os mesmos sejam distribuídos às caixas postais eletrônicas de cada participante, com antecedências, para que os estudem. Em segundo lugar o funcionário que convocou a reunião deve assumir a sua coordenação. Ao coordenador compete separar a reunião em três partes claramente definidas e com tempo previamente determinado para cada um dos participantes. Na primeira parte da reunião cada participante deverá fazer a sua exposição dos pontos de vista sobre o tema tratado. Após a exposição de todos, encerra-se a primeira parte da reunião e inicia-se a segunda, destinada a discussão do tema. Concluído o tempo da segunda parte da reunião, o coordenador poderá iniciar imediatamente a terceira e última parte, a conclusão e tomada de decisão. Eu disse poderá pois, dependendo das discussões, a decisão poderá ser marcada para outro horário do mesmo dia ou em outra data a ser confirmada. As conclusões e tomadas de decisões devem ser documentadas em atas e posteriormente enviadas à caixa postal eletrônica dos participantes e demais destinos. A videoconferência tem uma característica especial. Como utiliza canal de televisão e como esse sistema é caro, o horário de início e de término são rígidos e estabelecidos em comum acordo com a operadora. Portanto não pode haver atrasos para o início da reunião e muito menos para o seu final. Outro fator interessante é que os dados a serem utilizados na reunião são apresentados como slides na tela de forma interativa. Hoje a videoconferência é responsável pela queda nas vendas de passagens aéreas e pela queda dos preços dos imóveis comerciais nos Estados Unidos.
Display multimídia
O display multimídia, mais conhecido como quiosque multimídia, é um sistema utilizado para divulgação informações das mais variadas possíveis com o auxílio da multimídia, ou seja, som. imagem e texto instalados em um micro, equipado com um disco rígido de 1 Gb (gigabytes), com placa multimídia e de monitor SVGA colorido. As imagens, capturadas através de fotos ou filmes, são digitalizadas e comprimidas através de programas específicos de compactação de arquivos. Programas de apresentação das telas são desenvolvidos e a partir de menus o usuário pode escolher sua opção pelo assunto que preferir. Há poucos meses atrás as opções eram escolhidas com as setas do teclado. Hoje a opção é feita através do toque dos dedos na tela do monitor. É o chamado touchscreen. Esses displays são encontrados em grandes eventos, feiras e exposições, hotéis e mais recentemente em cinemas, onde são apresentados trechos dos filmes em cartaz. E o que os displays multimídia tem a ver com layout. O fato é que eles substituem os balcões de informações ou, no mínimo, reduzem a quantidade de gente nesses balcões. Com isso os espaços, os equipamentos e as instalações se alteram. As informações passam a ser monitoradas e o padrão de qualidade do atendimento pode ser garantido. Esse sistema permite que as informações sejam aprimoradas a cada segundo e as novas informações estarão disponíveis ao público assim que a tecla salvar for pressionada pelo Administrador.
Correio eletrônico
De todos os meios eletrônicos de transmissão de dados o correio eletrônico foi um dos primeiros a surgir no mercado. Com o auxílio de um software de comunicação e de um modem acoplado ao microcomputador, os dados são transmitidos a caixas postais eletrônicas dos destinatários. Para lê-los o usuário deve abrir o arquivo como qualquer outro. O Correio Eletrônico é muito utilizado pelas empresas na transmissão de circulares, tabelas de preços, prospectos e demais documentos.
Redes de computadores: local, Internet, Intranet e extranet
Internet é a grande rede que chegou para servir de base para a revolução do milênio. Responsável pela democratização do conhecimento, permite que todas as pessoas, de qualquer país, de qualquer nível social, de qualquer idade, possam ter acesso a dados e informações, gerando um conhecimento até hoje imaginável. A comunicação entre computadores está afetando diretamente os projetos de layout das empresas, uma vez que a localização física dos órgãos deixa de perder a importância, pois os dados, que antes transitavam via formulários impressos, agora são transmitidos via linha telefônica ou ondas de rádio, em tempo real. É inegável que a tecnologia está reduzindo a necessidade de recursos humanos nas empresas, uma vez que tarefas estão sendo automatizadas. A conseqüência na redução do especo físico é direta.
Edifícios inteligentes
As concepções arquitetônicas modernas já podem contar com programas de computação destinados a supervisionar o uso do imóvel, controlando o consumo de energia elétrica, ligando e desligando a iluminação e as bombas de água em horários programados. Além disso, há sistema de segurança que controlam o fluxo de pessoas, o funcionamento de elevadores, a manutenção preventiva de equipamentos e detectam os princípios de incêndio. Ao contratar um arquiteto para conceber um imóvel para a sua empresa, recomendamos a instalação de dutos para passagem de fiação para instalação de computadores. O primeiro passo para a informatização de seu escritório é a intenção de informatizá-lo.
PDTI - Plano Diretor de Tecnologia e Informática
Um PDTI - Plano Diretor de Tecnologia e Informática - poderá indicar um caminho a ser seguido por uma empresa que pretenda seguir a trilha da automação de escritórios. Um bom PDTI começa por determinar algumas providencias preliminares quanto a organização da empresa sob o aspecto da estrutura organizacional, layout e rotinas de trabalho. Estas deverão estar racionalizadas de forma a manter a menor distância possível entre o inicio do processo até o seu final, percorrendo linhas retas e manipulando somente dados estritamente necessários. Um computador é um equipamento potente e muito veloz. Desta forma, informatizar uma empresa sem solucionar, antecipadamente, seus problemas implicará na reprodução em grande quantidade e com muita velocidade dos problemas produzidos pela própria empresa. Portanto, somente após a racionalização dos processos de trabalho manuais e que podemos introduzir os sistemas informatizados. Os Administradores especializados em sistemas e métodos administrativos desenvolvem com facilidade um PDTI, além de preparar a organização para receber os computadores e seus programas. A informatização de um escritório começa, normalmente, por aquelas atividades rotineiras, com grande volume de trabalho, tais como folha de pagamento, lançamentos contábeis, fluxo de caixa, controle de estoques, programação de vendas, cadastro de clientes e fornecedores, etc. Inicialmente as soluções são departamentais, isto é, cada departamento opera seus próprios programas, comunicando-se com os outros departamentos através de formulários. Num segundo instante o processamento de dados passa a ser interligado em rede, de forma que as informações são transmitidas pelo computador “on-line”, quer dizer, na linha, ao invés de serem utilizados os tradicionais formulários. As informações contidas nos diversos arquivos poderão ser acessadas por todos os órgãos da empresa ou ser elaborada uma relação de arquivos e órgãos que poderão ter acesso a eles, bastando apenas a criação de senhas de acesso ao alcance somente dos órgãos autorizados. A folha de pagamento é o exemplo de banco de dados restrito, com senha de acesso utilizada com exclusividade pelo chefe do departamento de pessoal que supervisiona diretamente a sua utilização pelos funcionários deste departamento. Com o mesmo raciocínio podemos concluir que na medida em que os arquivos forem aumentando de tamanho haverá necessidade de aumentar também a capacidade da memória do computador e sua velocidade de processamento dos dados. Portanto, o dimensionamento do equipamento está diretamente relacionado com a quantidade de dados que serão armazenados e com a velocidade desse processamento. Rotinas não racionalizadas exigirão uma capacidade maior de memória e isto custa dinheiro, sem levarmos em consideração que estaremos arquivando dados que, se não atrapalharem, não servirão para nada. O avanço tecnológico visa a redução de custos, o conforto e a racionalização do próprio escritório, que podem contar com os serviços do correio eletrônico, que substitui os memorandos, os cartões de identificação funcional que substituem os tradicionais cartões e relógios de ponto e eliminam as tediosas operações de verificação diária dos horários assinalados, informando diretamente o banco de dados do departamento pessoal o momento exato da entrada ou saída dos funcionários. Além do desenvolvimento da máquina, não devemos esquecer que estaremos promovendo um desenvolvimento dos recursos humanos de nossa empresa e isto produz um ganho adicional para a organização social do trabalho: a motivação.

UM POUCO DE HISTÓRIA
Por Dorival Carreira

Antes da revolução industrial pouco se falava sobre escritórios. Estes começaram a surgir por volta do final do século XVIII (1701 - 1800). Portanto, a revolução industrial provoca um aumento da produção exigido por uma pressão da demanda reprimida. As indústrias vendem mais e crescem, e as atividades administrativas acompanham este crescimento. Na época, apenas 4% da mão-de-obra européia encontravam-se nestes ambientes. Hoje esta situação inverteu e 80 % das pessoas que trabalham o fazem em escritórios. Até o ano da fundação da Escola Bauhaus, na Alemanha, poucos estudos foram realizados visando o conforto dos funcionários de escritórios. Os estudos desenvolvidos por esta Escola provocaram transformações definitivas na concepção dos escritórios.
Os conceitos de funcionalidade dos objetos passaram a substituir os conceitos de forma e as relações antropométricas permitiram o trabalho com conforto, segurança e eficiência. Estes conceitos foram desenvolvidos e são seguidos até os dias atuais.
A racionalização do fluxo de trabalho não se encerra apenas na eliminação das disfunções burocráticas ou dos pontos de estrangulamento, mas também na diminuição das distâncias percorridas pelos funcionários e pela adequação do mobiliário utilizado no trabalho. Somente por volta de 1960 surgiu na Alemanha um novo conceito de escritório que permitia que um número maior de pessoas trabalhasse num mesmo ambiente de forma integrada, e isso somente foi possível com a utilização, também, dos espaços verticais. Em outras palavras, o espaço vertical definido pelas divisórias passou a ser utilizado para instalação de armários e prateleiras. A este conceito foi dado o nome de escritório panorâmico ou layout panorâmico, pois os espaços deixaram de ser divididos por divisórias ou paredes piso-teto e passaram a alcançar uma altura máxima de 1,60m. Desta forma, uma pessoa com altura superior a 1,60m tem acesso visual de todo o escritório.
No Brasil este conceito ainda está pouco divulgado ou, mais precisamente, ainda não foram sentidas as suas vantagens e é delas que vamos falar agora. Em relação ao escritório tradicional, o escritório panorâmico ocupa cerca de quarenta por cento a menos do espaço físico. Se considerarmos o preço do metro quadrado do imóvel a ser ocupado, este, certamente, será um bom argumento. Os componentes das divisórias panorâmicas atuais, atendendo à exigência do desenvolvimento tecnológico das empresas, passaram a incorporar os mais sofisticados recursos eletrônicos através da sua rede de fiação interna. Outra vantagem do escritório panorâmico é a homogeneidade da iluminação.
Os escritórios tradicionais, cujos órgãos são separados por divisórias piso-teto, têm a desvantagem de formar corredores internos que permitem a entrada de iluminação natural por apenas um dos lados da sala. O escritório panorâmico permite a entrada de iluminação natural de todos os lados do espaço ocupado, reduzindo assim a fadiga dos funcionários e os gastos com energia elétrica em dias claros.
A ventilação nos escritórios panorâmicos também é homogênea, permitindo uma climatização adequada para todo o ambiente. Nos escritórios tradicionais despontam os funcionários diferenciados pela diretoria com aparelhos de ar condicionados individuais ou até mesmo um ventilador, em detrimento aos demais funcionários que não o possui. Além do mais, a diferença de temperatura de um ambiente para outro provoca problemas de saúde nos funcionários que os freqüentam. Falamos de ventilação, de iluminação, de área ocupada.
Agora vamos falar da facilidade de integração dos escritórios panorâmicos. A composição do espaço pode ser de tal forma concebida que praticamente todos os órgãos de um mesmo andar estão interligados um com os outros, permitindo o acesso às informações de forma mais rápida e eficiente. As áreas de circulação secundárias são reduzidas aos termos técnicos de segurança, diminuindo a distância entre os postos de trabalho. Para encerrar este tópico não poderíamos deixar de falar sobre a flexibilidade dos escritórios panorâmicos.
As empresas sofrem um processo de entropia negativa, quer dizer que ela, após o seu nascimento, cresce indefinidamente. Essa mutação, no dia-a-dia, reflete nas alterações dos espaços ocupados e, de tempos em tempos, há necessidade de realocar os órgãos em espaços maiores. Nos escritórios panorâmicos basta adicionar, eliminar ou simplesmente transferir o painel para a posição desejada e o escritório está completamente reformulado. Desta forma é possível acompanhar as mudanças da estrutura organizacional de qualquer empresa.
Nos escritórios tradicionais essa adaptação é mais difícil, pois a remoção das divisórias causa maior impacto psicológico nos funcionários, além de necessitar do trabalho de equipes especializadas em instalação e remoção de divisórias, com custos adicionais. Bem, dissemos tudo isso para alertá-lo de que é melhor simplificar do que complicar quando você for planejar o layout da sua empresa.


O SENTIDO DA VISÃO
Por Dorival Carreira

Conheça um pouco esse sistema do corpo humano
Olhos azuis, verdes ou castanhos. Não importa a cor, o importante é o Administrador saber como funciona esse sistema. Veremos a seguir os resultados de alguns estudos de professores de universidades americanas, interessados em desvendar os efeitos dos raios solares no corpo humano. Conhecendo esses estudos, o Administrador terá mais elementos para diagnosticar um ambiente organizacional saudável para seus funcionários. “Nos últimos 100 anos a gente se separou da luz com a qual evoluímos”, comenta Norman T. Gilroy, do Center for Responsive Design, uma instituição de fins não lucrativos de São Francisco, informando que a iluminação artificial típica tem menos de 10% da luz natural que se recebe à sombra de uma árvore. O Dr. Richard J. Wurtmann, professor de endocrinologia e metabolismo no Massachusetts Institute of Technology, estabeleceu um ciclo diário de secreção de melatonina e estuda há quase duas décadas os efeitos biológicos da luz. Ele acredita que “todos nós estamos involuntariamente sujeitos a uma longa experiência quanto aos efeitos da iluminação artificial sobre a saúde” e que, até sabermos mais, “deveríamos planejar uma iluminação que se aproximasse o mais possível da que o sol fornece”. Enquanto isso não acontece, Wurtmann aconselha as pessoas a ficar ao ar livre o mais que puderem e a abrir janelas e cortinas para que a luz solar não filtrada penetre nos ambientes. Já a recomendação de Gilroy é o uso de lâmpadas de amplo espectro e de janelas especiais que permitam a passagem dos raios ultravioletas. As Lâmpadas incandescentes das casas dão basicamente uma luz da seção vermelha do espectro, enquanto as fluorescentes enfatizam a seção amarela e verde. Mas nenhum dos dois tipos é uma fonte considerável da radiação ultravioleta ou infravermelha da luz natural, que tem uma distribuição mais homogênea das cores do espectro. Wurtmann e outros cientistas que têm investigado a reação à luz acreditam que as pessoas que passam a maior parte do tempo em ambientes artificialmente iluminados sejam suscetíveis de efeitos desagradáveis. Gilroy adianta, por seu turno, que vários sindicatos americanos estão reivindicando uma iluminação mais saudável nos escritórios. Problemas ósseos devidos à inadequada formação de vitamina D na pele também ocorrem em pessoas expostas apenas à luz comum de interiores. As diferentes partes do espectro têm diferentes efeitos. Enquanto os invisíveis raios ultravioletas são necessários à síntese de vitamina D e ao bronzeamento da pele, a parte visível do espectro influencia os ritmos corpóreos e os níveis hormonais. É através da visão que a luz exerce seus efeitos bioquímicos internos. Pela retina, ela passa para o nervo óptico, uma parte do qual vai para o centro cerebral da visão, outra para uma seção do hipotálamo, um núcleo de cruzamentos vitais que é o relógio interno do corpo. Desse núcleo, a mensagem de luz gerada pelo nervo desloca-se através do cérebro para a medula espinhal e o gânglio cervical superior, que por sua vez a transmite para a glândula pineal.
Fonte: A luz do sol regula ciclos e sentimentos do ser humano, por Jane E. Brody, The New York Times.


CORES DE SEGURANÇA NBR – 7195 (JUN/95)

001 - BRANCO
Assinala localização de coletores de resíduos, bebedouros, áreas em torno de equipamentos de emergência.

500 - AMARELO
Cuidado!". Usado em corrimão, parapeitos, diferenças de nível, faixas de circulação, equipamentos de transporte e movimentação de materiais (empilhadeiras, pontes rolantes, tratores, guindastes, etc.), cavaletes, partes salientes, avisos e letreiros.

008 - PRETO
Identifica coletores de resíduos.

350 - VERMELHO
Distingue e indica locais, equipamentos e aparelhos de proteção para combate a incêndio. Portas e saídas de emergência.

351 - LARANJA
Indica "Perigo". Identifica partes móveis e perigosas de máquinas e equipamentos.

652 - VERDE NILO
"Segurança". Identifica porta de atendimento de urgência, caixas de primeiros socorros, faixas de delimitação de áreas de vivência de fumantes, de descanso, etc.

172 - AZUL FRANÇA
Indica ação obrigatória como, por exemplo, determinar o uso de EPI (equipamento de proteção individual), ou impedir a movimentação ou energização de equipamentos ("não acione").

Cores para Canalização NBR – 6493 (Out/94)


350 - VERMELHO
Água e substâncias para combate a incêndio.



172 - AZUL FRANÇA
Ar comprimido.



674 - VERDE COLONIAL
Água, exceto destinada a combater incêndio.



008 - PRETO
Inflamável e combustíveis de alta viscosidade (óleo combustível, óleo lubrificante, asfalto, alcatrão, pixe, etc.).



500 - AMARELO
Gases não liquefeitos.



351 - LARANJA
Produtos químicos não gasosos.



802 - MARROM
Materiais fragmentados (minérios).



017 - ALUMÍNIO
Gases liquefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (gasolina, querosene, solventes, etc.).



016 - PLATINA
Vácuo.



019 - CINZA MÉDIO
Eletrodutos.



001 - BRANCO
Vapor.


Fonte: http://www.tintascoral.com.br/internas/cores/ciencia/cores_seguranca.shtm

ESTUDO DAS CORES

A cor evoca um estado de espírito; ela cria contraste e destaca a beleza em uma imagem. Ela pode tornar vibrante uma cena melancólica e uma imagem esmaecida pode imediatamente adquirir vida. As cores certas podem transformar um Website sem brilho em uma faiscante porta de entrada.
Para o artista gráfico, pintor ou produtor de vídeo, a criação da cor perfeita é essencial. Quando as cores não estão correta, o conceito se torna incompleto; a imagem talvez não consiga transmitir a informação, e a experiência artística pode ser perdida. Se o verde-brilhante que deve irradiar de uma floresta estiver muito amarelado e fraco, o esplendor da natureza deixa de ser retratado e a aparência "sadia" da paisagem é perdida. Se os vermelhos da floresta que deveriam ser resplandecentes e vibrantes tornarem-se fracos, será transmitida uma imagem apática e deprimente em vez de excitante.
Produzir a cor perfeita não é uma tarefa fácil. Um pintor tem que misturar e remisturar a tinta, fazendo combinações para obter tons perfeitos, que correspondam às imagens vistas ou imaginadas. Os fotógrafos e os cinegrafistas gastam horas testando, refocalizando e acrescentando luzes até que a cena perfeita seja criada. Em muitos aspectos, trabalhar com cores no computador não é muito diferente.O computador cria seu próprio conjunto de problemas e dificuldades técnicas. Como você pode garantir que as cores que você vê na tela correspondem às cores da natureza ou de sua visão artística? E, a seguir, como fazer para que as mesmas cores vistas na tela apareçam na imagem impressa?
Os modelos de cores foram criados para permitir a conversão de cores em dados numéricos, de modo que possam ser descritos de forma consistente em várias mídias. Por exemplo, quando dizemos que a cor é "azul-esverdeada", estamos dando margem à interpretação baseada principalmente na percepção pessoal. Por outro lado, ao atribuir valores específicos àquela cor em um modelo de cores (no modelo CMYK, seria 100% ciano, 3% magenta, 30% amarelo e 15% preto), torna possível reproduzir aquela cor sempre que necessário.
Existem vários modelos de cores, entre eles os mais usados são: RGB, CMYK, HSB, Lab. Os modelos de cores RGB e CMYK são uma lembrança constante de que as cores da natureza, as cores no seu monitor e as cores da página impressa são criadas de maneiras completamente diferentes. Seu monitor cria cores emitindo feixes de luz nas cores vermelho, verde e azul; ele usa o modelo de cores RGB (vermelho/verde/azul). Para reproduzir o efeito de tom contínuo das fotografias coloridas, a tecnologia de impressão utiliza uma combinação de tintas ciano, magenta, amarelo e preto, que reflete e absorve vários comprimentos de luz. As cores criadas pela impressão composta dessas quatro cores fazem parte do modelo CMYK (ciano/magenta/amarelo/preto). O modelo de cores HSB (matriz/saturação/brilho) fornece uma maneira intuitiva de traduzir as cores da natureza em cores que seu computador cria, pois esse modelo baseia-se na maneira pela qual os seres humanos percebem as cores. O modelo de cores Lab fornece um meio de criar cor “independentemente do dispositivo, isto é, cor Lab não deverá variar, independente do monitor ou impressora”.
O que é Cor?
A cor existe por causa de três entidades: a luz, o objeto visualizado e o observador. Os físicos já provaram que a luz branca é composta pelos comprimentos de onda vermelho, verde e azul. O olho humano percebe as cores como sendo vários comprimentos de onda do vermelho, do verde e do azul que são absorvidas ou refletidas pelos objetos. Por exemplo, suponha que você esteja fazendo um piquenique em um dia ensolarado, prestes a apanhar uma maçã vermelha. A luz do sol brilha na maça e o comprimento de onda de vermelho da luz reflete-se da maça para seus olhos. Os comprimentos de onda do azul e do verde são absorvidos pela maçã. Sensores em seus olhos reagem à luz refletida, enviando uma mensagem que é interpretada pelo seu cérebro como sendo a cor vermelha.
Sua percepção da cor vermelha depende da maçã, da luz e de você. Uma maçã absorverá mais verde e azul do que outra, assim a sua cor aparecerá avermelhada. Se nuvens encobrirem o sol , o vermelho da maçã aparecerá mais escuro. Sua interpretação da maçã também será afetada por sua própria fisiologia, por sua experiência em consumir essa fruta ou pelo fato de você não ter comido nada naquele dia.
Os comprimentos de onda do vermelho, do verde e do azul que lhe permitem enxergar a maçã são a base para todas as cores da natureza. É por isso que o vermelho, o verde e o azul são freqüentemente chamados de Cores Primárias. Todas as cores do espectro são criadas por diferentes intensidades desses comprimentos de onda da luz. Quando as três cores primárias se sobrepõe, elas criam as cores secundárias: ciano, magenta a amarelo. As primárias e secundárias são complementos umas das outras. As cores complementares são as cores que mais diferem umas das outras. Na figura abaixo, pode-se ver que o amarelo é formado por vermelho e verde. O azul é a cor primária ausente; portanto, azul e amarelo são complementares. O complemento do verde é o magenta; e o complemento do vermelho, o ciano. Isso explica porque vemos outras cores além de vermelho, verde e azul. Em um girassol, vê-se o amarelo porquê os comprimentos de onda de luz vermelho e verde são refletidos de volta para você, enquanto o azul é absorvido pela planta.

A figura também mostra que todas as cores primárias se combinam para criar o branco. Você poderia achar que adicionar todas essas cores produziria uma cor mais escura, mas lembre-se de que você está acrescentando luz. Quando os comprimentos de onda da luz são somados, obtemos cores mais claras. É por isso que as cores primárias da luz freqüentemente são chamadas de cores aditivas. Juntando todas as cores da luz, obtemos a luz mais clara: a luz branca. Assim quando você vê um pedaço de papel branco, todos os comprimentos de onda do vermelho, do verde e do azul da luz estão sendo refletidos para você. Quando você vê preto, todos os comprimentos de onda de vermelho, de verde e de azul da luz estão sendo completamente absorvidos pelo objeto: dessa forma, nenhuma luz é refletida de volta para você.
O Modelo de Cores RGB
O sistema usado para a criação de cores em seu monitor baseia-se nas mesmas propriedades fundamentais da luz que ocorrem na natureza: essas cores podem ser criadas a partir do vermelho, do verde e do azul. Essa é a base do modelo de cores RGB.
Seu monitor colorido cria cores emitindo três feixes de luz com diferentes intensidades, iluminando o material fosforescente vermelho, verde e azul que reveste a parte interna da tela do monitor. Quando você vê o vermelho, isso significa que o monitor ativou o feixe vermelho, que excita os fósforos vermelhos, acendendo um pixel vermelho na tela. Portanto, ver uma imagem escaneada de uma maça na tela é diferente de ver uma maça em cima do computador, esperando para ser comida. Se você apaga as luzes de seu quarto-sala, não verá mais a sua sobremesa, mas continuará vendo a maçã escaneada, pois seu monitor emite luz.
No modelo de cores RGB, as cores dos pixels podem ser mudadas combinando-se vários valores de vermelho, verde e azul. Cada uma das três cores primárias tem um intervalo de valores de 0 até 255. Quando você combina os 256 possíveis valores de cada cor, o número total de cores fica um aproximadamente 16,7 milhões (256 X 256 X 256). Isso pode parecer uma quantidade imensa de cores, mas lembre-se de que alas constituem apenas uma parte visível das cores da natureza. Contudo, 16,7 milhões de cores é suficiente para reproduzir imagens digitalizadas cristalinas em um monitor capaz de exibir cores 24 bits.
O modelo de cores CMYK
O modelo de cores CMYK baseia-se não na adição de luz, mas em sua subtração. No modelo RGB, as cores são criadas acrescentando-se luz; o monitor (ou a televisão) é uma fonte de luz que pode produzir cores. Mas uma página impressa não emite luz; ela absorve e reflete luz. Então, quando você quiser transportar as cores do monitor para o papel, terá de usar outro modelo, o CMYK. O modelo de cores CMYK é a base do processo de impressão em quatro cores (quadricomia), que é usado principalmente para imprimir imagens de tons contínuos (como as fotografias digitalizadas) em uma gráfica. Na quadricomia as cores são reproduzidas em uma impressora usando quatro chapas: C (ciano), M (magenta), Y (amarelo) e K (preto - que é representado pela letra K porque a nomenclatura baseia-se no inglês, e o B de black poderia ser confundido com B de blue).
Como uma página impressa não consegue emitir luz, uma impressora não pode usar as cores RGB para imprimir; em vez disso, ela utiliza tintas que podem absorver comprimentos de onda de luz específicos e refletir outros comprimentos de onda. Combinando tintas de cor ciano, magenta e amarelo, uma impressora comercial pode reproduzir uma parte significativa do espectro visível de cores. Na teoria, 100% ciano, 100% magenta e 100% amarelo devem ser combinados para produzir o preto. No entanto devido a impureza das tintas, a misturas das cores ciano, magenta e amarelo produz um marrom turvo em vez de preto.
Portanto as impressoras geralmente adicionam o preto, às outras três cores para produzir as partes mais escuras e cinzas das imagens.
A figura abaixo mostra as cores secundárias ou subtrativas sobrepondo-se para criar um marrom turvo. Observar que cada par de cores subtrativas cria uma cor primária.

O Modelo de Cores HSB
Embora os modelos de cores RGB e CMYK sejam essenciais à computação gráfica e à impressão, muitos desenhistas e artistas gráficos acham desnecessariamente complicado tentar misturar cores usando valores ou porcentagens de outras cores. O uso de um disco de cores ajuda, mas nem o modelo RGB nem o CMYK são muito intuitivos. A mente humana não separa as cores em modelos de vermelho/verde/azul ou ciano/magenta/amarelo/preto. Para facilitar essas escolhas, foi criado um terceiro modelo de cores: modelo HSB - Hue/Saturation/Brightness (matiz/saturação/brilho).
O HSB baseia-se na percepção humana das cores e não nos valores RGB do computador ou nas porcentagens de CMYK das impressoras. O olho humano vê cores como componentes de matiz, saturação e brilho.
Pense nos matizes como sendo as cores que você pode ver em um disco de cores. Em termos técnicos, matiz baseia-se no comprimento de onda de luz refletida de um objeto, ou transmitida por ele. A saturação, também chamada de croma, é a quantidade de cinza em uma cor. Quanto mais alta a saturação, mais baixo é o conteúdo e mais intensa é a cor. O brilho é uma medida de intensidade da luz em uma cor.
O modelo de cores Lab
Falta ainda explorar mais um modelo de cores. Embora não seja usado com tanta freqüência quanto os outros modelos, o modelo de cores Lab merece ser investigado, particularmente porque pode-se mostrar útil em certas situações de edição de cores.
Embora talvez você nunca precise usar o modelo Lab, esse modelo é vital para alguns programas. No Photoshop, por exemplo, é utilizado para converter de um modo de cor para outro. Quando o Photoshop converte de RGB para CMYK, primeiro ele converte para Lab e, a seguir, de Lab para CMYK. Uma razão para isso é que a gama de cor Lab abrange as gamas de cor RGB e CMYK.
O modelo de cor Lab baseia-se no trabalho da Commission Internationale de I' Eclairage, formada no início do século XX, para tentar padronizar a medida de cores. A comissão idealizou um modelo de cores baseado na maneira pela qual a cor é percebida pelo olho humano. Em 1976, o modelo de cores original foi refinado e chamado de CIE Lab. Ele foi criado para proporcionar cores consistentes, independentemente do tipo de monitor ou impressora utilizado; isso chama-se independente de dispositivo (device-independent-color). A cor independente de dispositivo não é afetada pelas características ou peculiaridades de qualquer componente de hardware.
Psicodinâmica das Cores
Os pigmentos conferem cor à tinta; a percepção da cor é uma das maneiras fundamentais pelas quais tomamos consciência das coisas ao nosso redor.
A luz branca se decompõem quando atravessa um prisma, num fenômeno conhecido como dispersão da luz e os diversos comprimentos de ondas mostram as cores primárias e secundárias.
As cores primárias, também chamadas de cores puras, são AMARELO, CIANO e MAGENTA, e dão origem as demais, denominadas secundárias.
As cores secundárias são: VERDE, VIOLETA e LARANJA.
Agrupando-se todas estas cores, teremos as cores primárias e suas combinações. Podemos obter outras cores a partir da combinação de uma cor primária com uma secundária, ou de duas secundárias. São as cores complementares. Quando uma superfície absorve toda a luz visível ao olho teremos a cor preta e, quando a superfície refletir toda esta luz, teremos a cor branca.
As cores influenciam psicologicamente as pessoas em um ambiente.
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Vermelho é calor! Cor chamativa, de maior poder de atração. Estimula com poderosa ação sobre o estado de ânimo, devendo ser usado com cautela; nas áreas muito extensas, é opressivo e irritante, usado adequadamente tende a dar vida e alegria às superfícies causando a sensação de aumento de volume, peso e calor.
Faz com que os objetos avancem. Não beneficia a atividade mental, porém é estimulante. Aumenta a tensão muscular, ativa a respiração, estimula a pressão arterial. É indicada para pessoas retrospectivas, retraídas.


Também é uma cor calmante, repousante, vitalizante, reduz a pressão sanguínea.
Essencialmente atmosférica. É fria por natureza. Pode ser usado em grandes superfícies sem se tornar cansativo.
Usado em ambientes, deve se equilibrar harmonicamente com outras cores para evitar um clima de tristeza e monotonia. Usado em excesso torna o ambiente frio e vazio, fisicamente causa a ilusão de um ambiente refrescante, dá a sensação de distância e diminuição de peso; tem como particularidade afastar os insetos.
No tom violeta simboliza verdade e sabedoria.


Representa Luz, Vida, Ação e Poder.
Estimula o sistema nervoso central, encorajando à ação e ao esforço. Pode ser uma cor de alta luminosidade; é usado com vantagens em ambientes com pouca luz natural e para sinalizações, causa fisicamente a sensação de calor e aumento de volume. Em superfícies de grande extensão pode incomodar devido à intensa irradiação de luz.
Sob aspectos psicológicos é considerada a cor da raiva, repulsa, do atrevimento, dos impulsos e da falsidade. Em paradoxo, por se relacionar com o sol, significa alegria, bom humor. Em alguns casos é considerado libertador e intelectual.
É sagrada na China, simbolizando o ouro. Foi a cor da moda no fim do século passado.


Tem um efeito calmante, relaxante; usado em excesso torna o ambiente monótono, fisicamente causa a impressão de leveza e distância.
Equilibra as emoções. É a cor que menos fadiga a vista, é o equilíbrio entre o calor e o movimento do amarelo e a estática e a frieza do azul.
Na indústria é largamente empregado, por combater a fadiga visual e conseqüentemente o cansaço físico. Cor mais representativa nas Igrejas Cristãs simbolizando Ressurreição e Batismo.


Quando usado em pequenas áreas é estimulante, provoca bem estar e alegra o ambiente, porém se usado em excesso torna-se irritante, causa a sensação física de aumento de calor e volume.
Representa a prosperidade, a fartura de frutos, o Sol. Possui a luminosidade do amarelo e a excitação do vermelho. Relaciona-se bem com o ardor e o entusiasmo, o que torna popular.
Facilita a digestão. Lembra sabores agradáveis. Em sombras e tonalidades "sujas" sugere estabilidade.
É fartamente empregado nas sinalizações das indústrias, identificando peças perigosas da maquinaria.
Quando adicionada ao preto, é imediatamente destituída de todos os seus aspectos positivos. Passa a representar os desejos reprimidos e intolerância. Perde sua pureza emotiva.


É estimulante e expressivo, clareia os ambientes e quando usado em excesso, força a vista e promove o cansaço; fisicamente cria a ilusão de aumento de volume. É associado ao prestígio, economia, distinção, silêncio, leveza, tranqüilidade e limpeza.
É a presença de todas as cores. Traz claridade e alegria quando usado como acessório, complemento. Porém em grande quantidade torna-se frio e perde o interesse. Uma habitação toda branca pode oferecer certo encanto para alguns, mas para outros torna-se fria e impessoal.
Só será verdadeiramente branco, quando receber uma luz intensa.


É uma cor sóbria, séria, normalmente é usado em combinações com outras cores, fisicamente cria a ilusão de diminuição de volume e de aumento de calor e peso.
Leves toques de negro pela casa dão um certo aspecto agradável na decoração. Ambientalmente, modifica o efeito das cores, realçando seus tons. Intensifica os valores altos e reduz a intensidade dos baixos. É a cor que reflete menos luz.
Esquemas de cores
Monocromático: utilização de uma só cor e seus diversos tons e semitons. Com ele obtém-se um resultado simples e sóbrio.
Cores Análogas: utilização de duas ou três cores aproximadas, criando sempre um clima alegre e descontraído.
Complementar: utilização de cores opostas. Proporciona uma idéia de movimento ao ambiente.
Cores Quentes, Frias e Neutras
Cores Quentes: vermelho, amarelo e laranja, que por serem fortes e excitantes devem ser utilizados em ambientes que não recebam luz natural, já que "aquecem" e iluminam os ambientes.
Cores Frias: tons de azul, verde e violeta, que são mais repousantes e devem ser utilizados em ambientes luminosos, com muitas janelas, para que não se corra o risco de criar uma sensação de frio e solidão.
Cores Neutra: branco, preto e cinza, em suas diversas graduações.
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Fonte: www.coral.com.br

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